Aqueles que se agarram inutilmente a vaidades perderão a misericórdia que lhes é oferecida» (Jon 2,9,LXX). Deus é misericordioso por natureza e está pronto a salvar por clemência aqueles que não pode salvar por justiça. Nós, porém, com os nossos vícios, perdemos a misericórdia que estava preparada e se nos oferecia. […] Ainda que tenha sido ofendida, a Misericórdia – ou seja, o próprio Deus, pois «Deus é misericordioso e bom, paciente e cheio de compaixão» (Sl 144,8) – não abandona aqueles que se agarram a vaidades, nem os amaldiçoa; mas espera que regressem, ao passo que eles abandonam deliberadamente a misericórdia que têm diante de si. […]

«Mas eu oferecer-Te-ei um sacrifício de louvor e de ação de graças. Cumprirei diante de Ti, Senhor, o voto que fiz, em sinal de salvação» (Jon 2,10,LXX). […] Devorado pelas ânsias de salvação da multidão, oferecer-Te-ei um sacrifício de louvor e de ação de graças, oferecendo-me a mim próprio. Pois «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (1Cor 5,7). Pontífice verdadeiro e cordeiro, Ele ofereceu-Se por nós, e eu dou-Te graças como Ele Te deu graças, dizendo: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra» (Mt 11,25), e cumprindo os votos que fizera pela salvação de todos, a fim de que «todos aqueles que Me deste não pereçam para sempre» (cf Jo 6,39).
Vemos o que Jesus prometeu pela nossa salvação na sua Paixão. Não façamos de Jesus um mentiroso e permaneçamos puros e afastados de todo o pecado, para que Ele nos ofereça a Deus, a quem nos consagrou.

São Jerônimo (347-420)
Sobre Jonas, II, 2, 9; SC 43
Fonte: Evangelho Cotidiano

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