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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Quarta-feira, 24 de Junho de 2020:
 
 
 

«Natividade do Santo Profeta
e Glorioso Precursor JOÃO BATISTA»

Matinas

Evangelho

[LC 1: 24-25, 57-68, 76, 80]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, Isabel concebeu e se manteve oculta por cinco meses, dizendo: "Isto fez por mim o Senhor, quando se dignou retirar o meu opróbrio perante os homens!" Quanto a Isabel, completou-se o tempo para o parto, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e os parentes ouviram dizer que Deus a cumulara com sua misericórdia e com ela se alegraram. No oitavo dia, foram circuncidar o menino. Queriam dar-lhe o nome, de seu pai, Zacarias, mas a mãe, tomando a palavra, disse: "Não, ele se chamará João". Replicaram-lhe: "Em tua parentela não há ninguém que tenha este nome!" Por meio de sinais, perguntavam ao pai como queria que se chamasse. Pedindo uma tabuinha, escreveu "Seu nome é João", e todos ficaram admirados. E a boca imediatamente se lhe abriu, a língua desatou-se e falava, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se então de todos os seus vizinhos, e por toda a região montanhosa da Judeia comentavam-se esses fatos. E todos os que ouviam gravavam essas coisas no coração, dizendo: "Que virá a ser esse menino?" E, de fato, a mão do Senhor estava com ele. Zacarias, seu pai, repleto do Espírito Santo, profetizou: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo (...). Ora, tu também, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás à frente do Senhor, para preparar-lhe os caminhos. O menino crescia e se fortalecia em espírito. E habitava nos desertos, até o dia em que se manifestou a Israel.

Divina Liturgia

Apolitikion da Festa

Profeta e precursor da vinda de Cristo,
não te podemos louvar dignamente,
nós que te veneramos com amor;
pois, por teu venerável e glorioso nascimento,
a esterilidade de tua mãe e o mutismo de teu pai
cessaram, enquanto a encarnação do Filho de Deus
era anunciada ao mundo.

Prokimenon (Modo Grave)

Ó justos, alegrai-vos no Senhor
e celebrai sua memória sagrada! (Sl 97, 12).

Que teus ouvidos estejam atentos
à voz da minha súplica (Sl 130, 2).

EPÍSTOLA

[RM 13: 11-14: 4]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos.

rmãos, tanto mais que sabeis em que tempo vivemos: já chegou a hora de acordar, pois nossa salvação está mais próxima agora do que quando abraçamos a fé. A noite avançou e o dia se aproxima. Portanto, deixemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz. Como de dia, andemos decentemente; não em orgias e bebedeiras, nem em devassidão e libertinagem, nem em rixas e ciúmes. Mas vesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis satisfazer os desejos da carne. Acolhei o fraco na fé sem querer discutir suas opiniões. Um acha que pode comer de tudo, ao passo que o fraco só come verdura. Quem come não despreze aquele que não come; e aquele que não come não condene aquele que come; porque Deus o acolheu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Que ele fique em pé ou caia, isso é com seu senhor; mas ele ficará em pé, porque o Senhor tem o poder de o sustentar.

Aleluia (Modo 1º)

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
porque visitou o seu povo e o libertou (Lc l, 68).

E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
porque irás à frente do Senhor, preparando os seus caminhos (Lc l, 76).

Evangelho

[LC 1:1-25, 57-68, 76, 80]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

isto que muitos já tentaram compor uma narração dos fatos que se cumpriram entre nós - conforme no-los transmitiram os que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da Palavra - a mim também pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever-te de modo ordenado, ilustre Teófilo, para que verifiques a solidez dos ensinamentos que recebeste. Nos dias de Herodes, rei da Judeia, houve um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus e, de modo irrepreensível, seguiam todos os mandamentos e estatutos do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril e os dois eram de idade avançada. Ora, aconteceu que, ao desempenhar as funções sacerdotais diante de Deus, no turno de sua classe; coube-lhe por sorte, conforme o costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para oferecer o incenso! Toda a assembleia do povo estava fora, em oração, na hora do incenso. Apareceu-lhe, então, o Anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias perturbou-se e o temor apoderou-se dele. Disse-lhe, porém, o Anjo: "Não temas, Zacarias, porque tua súplica foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará um filho, ao qual porás o nome de João." Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com seu nascimento. Pois ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida embriagante, ficará pleno do Espírito Santo, ainda no seio de sua mãe, e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Ele caminhará à sua frente, com o espírito e o poder de Elias, afim de converter os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à prudência dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto". Zacarias perguntou ao Anjo: "De que modo saberei disso? Pois eu sou velho e minha esposa é de idade avançada". Respondeu-lhe o Anjo: "Eu sou Gabriel; assisto diante de Deus e fui enviado para anunciar-te essa boa nova. Eis que ficarás mudo e sem poder falar até o dia em que isso acontecer, porquanto não creste em minhas palavras, que se cumprirão no tempo oportuno". O povo esperava por Zacarias, admirado com sua demora no Santuário. Quando saiu, não lhes podia falar; e compreenderam que tivera alguma visão no Santuário. Falava-lhes com sinais e permanecia mudo. Completados os dias do seu ministério, voltou para casa. Algum tempo depois, Isabel, sua esposa, concebeu e se manteve oculta por cinco meses, dizendo: "Isto fez por mim o Senhor, quando se dignou retirar o meu opróbrio perante os homens!" Quanto a Isabel, completou-se o tempo para o parto, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e os parentes ouviram dizer que Deus a cumulara com sua misericórdia e com ela se alegraram. No oitavo dia, foram circuncidar o menino. Queriam dar-lhe o nome, de seu pai, Zacarias, mas a mãe, tomando a palavra, disse: "Não, ele se chamará João". Replicaram-lhe: "Em tua parentela não há ninguém que tenha este nome!" Por meio de sinais, perguntavam ao pai como queria que se chamasse. Pedindo uma tabuinha, escreveu "Seu nome é João", e todos ficaram admirados. E a boca imediatamente se lhe abriu, a língua desatou-se e falava, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se então de todos os seus vizinhos, e por toda a região montanhosa da Judeia comentavam-se esses fatos. E todos os que ouviam gravavam essas coisas no coração, dizendo: "Que virá a ser esse menino?" E, de fato, a mão do Senhor estava com ele. Zacarias, seu pai, repleto do Espírito Santo, profetizou: "Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo!" (...). Ora, tu também, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás à frente do Senhor, para preparar-lhe os caminhos, para transmitir ao seu povo o conhecimento da salvação, pela remissão de seus pecados. Graças ao misericordioso coração do nosso Deus, pelo qual nos visita" o Astro das alturas, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, para guiar nossos passos no caminho da paz". O menino crescia e se fortalecia em espírito! E habitava nos desertos, até o dia em que se manifestou a Israel.

 

 

O Nascimento de São João Batista.

o dia 24 de junho, os cristãos do Oriente e do Ocidente celebram o nascimento de São João Batista. Também coincide, nas duas tradições, a data em que se celebra o seu martírio em 29 de agosto. No Oriente bizantino, porém, as comemorações do grande Profeta e Precursor são sem dúvida mais numerosas.

Com relação ao nascimento, os calendários bizantinos assinalam, no dia 23 de setembro, a data da concepção do "glorioso Profeta, Precursor João, o que batizou Jesus no Jordão". Antigamente também os martirológios latinos registravam essa comemoração em 24 de setembro; porém a partir do século XV foi abolida.

Na tradição oriental é comum iconografar São João Batista na forma de um Anjo. Com efeito "era mais que um homem", como diz o evangelho, e a palavra "mensageiro" em grego aggeloV coincide com nossa tradução". Sendo um dos santos mais venerados no Oriente bizantino, é compreensível que muitas sejam as formas de representá-lo em ícones: encontramo-lo representado sozinho, ou em episódios da sua vida, especialmente o da sua decapitação.

João é filho de Zacarias que, por causa de sua pouca fé, tornou-se mudo, e de Isabel, aquela que era estéril. O nascimento de João Batista anuncia a chegada dos tempos messiânicos, nos quais a esterilidade se tornará fecundidade e o mutismo, exuberância profética.

O evangelho lhe dá o cognome de."Batista", porque ele anuncia um novo rito de ablução (Mt 3,13-17), na qual o batizado não imerge sozinho na água, como nos ritos e nos batismos judaicos, mas recebe a água das mãos de um ministro. João pretendia mostrar assim que o homem não se pode purificar sozinho, mas que toda santidade vem de Deus.

João Batista é também lembrado como um homem de grande mortificação. Talvez tenha ele sido iniciado esta disciplina nas comunidades religiosas do deserto. Mas a tradição lembra, sobretudo seu caráter profético. Ele é profeta por um duplo titulo. Antes de tudo é profeta no sentido em que essa palavra era entendida no Antigo Testamento; aliás, João é o maior dos profetas de Israel, porque pôde apontar o objeto de suas profecias (Mt 11,7-15; Jo 1,19­28). Para realçar essa pertença de João à grande descendência dos profetas do Antigo Testamento, Lucas nos narra seu nascimento, permitindo ver através dele o perfil das grandes vocações dos antigos profetas.

Mas o profeta não é apenas o anunciador do futuro messiânico; é essencialmente o portador da palavra de Deus e a testemunha da presença dessa Palavra criadora no mundo novo.

Ele aponta para os futuros discípulos de Cristo a quem esses deveriam seguir. Mostra o Cordeiro e orienta que o sigam.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

DONADEO, Madre Maria. «O Ano Litúrgico Bizantino». São Paulo: Ed. Ave-Maria.

 

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