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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas Domingo, 05 de Julho de 2020: 
 
 
 

«4º Domingo de Mateus»

(4º depois de Pentecostes - Modo 3°)

Comemoração de Santo Atanásio, o Athonita.

Matinas

Evangelho

[LC 24: 1-12]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, no primeiro dia da semana, muito cedo ainda, elas foram ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. Encontraram a pedra do túmulo removida, mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando perplexas com isso, dois homens se postaram diante delas, com veste fulgurante. Cheias de medo, inclinaram o rosto para o chão; eles, porém, disseram: «Por que procurais entre os mortos Aquele que vive? Ele não está aqui; ressuscitou. Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia: 'É preciso que o Filho do Homem seja entregue às mãos dos pecadores, seja crucificado, e ressuscite ao terceiro dia'». E elas se lembraram de suas palavras. Ao voltarem do túmulo, anunciaram tudo isso aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. As outras mulheres que estavam com elas disseram-no também aos apóstolos; essas palavras, porém, lhes pareceram desvario, e não lhes deram crédito. Pedro, contudo, levantou-se e correu ao túmulo. Inclinando-se, porém, viu apenas os lençóis. E voltou para casa, muito surpreso com o que acontecera.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 3°)

Rejubilem-se os céus e alegre-se a terra,
pois o Senhor manifestou a força de seu braço;
venceu a morte com sua morte,
tornou-se o primogênito dos mortos;
libertou-nos do seio dos infernos
revelando ao mundo a grande misericórdia.

Kondakion (Modo 3°)

Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo,
e nos conduziste para fora das portas da morte,
Hoje Adão dança e Eva se regozija
e com eles os Profetas e os Patriarcas
louvam sem cessar o divino poder de tua autoridade.

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos
e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé:roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon (Modo 3°)

Cantai salmos ao nosso Deus, cantai;
cantai salmos ao nosso Rei, cantai! (Sl 47,7).

Nações, aplaudi todas com as mãos,
clamai a Deus com vozes alegres (Sl 47,1).

EPÍSTOLA

[GL 5: 22-6: 2]

Epístola do santo Apóstlo Paulo, aos gálatas.

rmãos, o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. Contra estas coisas não existe Lei. Pois, os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também nossa conduta. Não sejamos cobiçosos de vanglória, provocando-nos uns aos outros e invejando-nos uns aos outros. Irmãos, caso alguém seja apanhado em falta, vós, os espirituais, corrigi esse tal com espírito de mansidão, cuidando de ti mesmo, para que também tu não sejas tentado. Carregai o peso uns dos outros e assim cumprireis a Lei de Cristo.

Aleluia (Modo 3°)

Junto de ti, Senhor, me refugio,
não seja eu confundido para sempre,
por tua justiça, livra-me (Sl, 31,1).

Sê para mim um Deus protetor
e uma casa de refúgio que me abrigue (Sl. 31, 2).

Evangelho

[MT 8: 5-13 ]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, ao entrar em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que o implorava e dizia: «Senhor, meu criado está deitado em casa paralítico, sofrendo dores atrozes». Jesus lhe disse: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-lhe: «Senhor, não sou digno de receber-te sob meu teto; basta que digas uma palavra e meu criado ficará são. Como também eu estou debaixo de ordens e tenho soldados sob o meu comando, e quando digo a um 'Vai!, ele vai, e a outro 'Vem!', ele vem; e quando digo ao meu servo: 'Faze isto', ele o faz». Ouvindo isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo que, em Israel, não achei ninguém que tivesse tal fé. Mas eu vos digo que virão muitos do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa no Reino dos Céus, com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão postos para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes». Em seguida, disse ao Centurião: «Vai! Como creste, assim te seja feito!» Naquela mesma hora o criado ficou são.

Kinonikon

Louvai o Senhor nos Céus,
louvai-O nas alturas.
Aleluia, aleluia, aleluia!

 

 

enturião era um oficial do exército romano que comandava uma legião de cem soldados, formando com ele uma pequena base militar em locais estratégicos para assegurar a ordem e bom andamento do Império. Vale notar que todos os centuriões mencionados nos Evangelhos e no Livro dos Atos dos Apóstolos eram pessoas de boa índole, que se comoviam diante das necessidades e dos flagelos. Por exemplo: o Centurião que comandava os soldados que crucificaram Jesus reconheceu e confessou que Ele era o Filho de Deus (Mt 27,57) e inocente das acusações que lhe eram atribuídas. (Lc 23, 47).

O Evangelho desta semana nos mostra justamente este lado humano daqueles que a princípio eram vistos como frios soldados a serviço de um império que massacrava. Mateus e Lucas narram este episódio.

A cura do criado do Centurião romano que pede a Jesus por ele, verifica que podemos e devemos rezar por nossos irmãos e não somente por nossas próprias necessidades. São Teófilo de Antioquia um dos primeiros célebres da Patrística (II século), enaltece o coração daqueles que sentem que o seu próximo está necessitado de ajuda espiritual.

Segundo o relato admirável de Lucas, um Centurião romano tinha enfermo de morte um criado a quem estimava muito. Ao ouvir falar de Jesus, enviou-lhe servos, pedindo-lhe que fosse curar o seu criado. Os enviados foram até o Senhor. Quando este já estava se aproximando da casa, envia uma segunda delegação por meio de uns amigos:

Senhor, não precisas incomodar-te, porque eu não sou digno de que entres em minha casa; por isso também não me julguei digno de ir ter contigo; mas dize uma só palavra e o meu criado será salvo».

Se vale de um argumento de acordo com sua psicologia militar:

[...] pois até eu que sou um subalterno tenho soldados à minha disposição e digo a um: vá, e ele vai; e a outro: venha, e ele vem; e, ao meu empregado: faça isso, e ele faz».

Ao ouvir isto, Jesus se admirou dele e, voltando-se para a gente que o seguia, disse: "nem em Israel encontrei tanta fé". Ao voltar para casa os enviados encontraram o criado são. Embora nenhum dos dois interlocutores do colóquio à distância, - Jesus e o Centurião - se conhecesse um ao outro, há, não obstante, um diálogo muito próximo, porque a fé do suplicante e a palavra eficaz de Jesus encurtam o espaço físico. O Centurião romano admira a pessoa e o poder sobrenatural de Jesus, e o Senhor por sua vez faz elogios à sua fé. Grande maturidade humana em ambas as personalidades, pois uma das qualidades que engrandecem uma pessoa é sua capacidade de reconhecer os gestos nobres dos outros, demonstrando assim sensibilidade para apreciar os valores.

O Evangelista São Mateus relata que o próprio Centurião foi ao encontro do Senhor. Embora haja diferenças na narrativa, os escritores sagrados concordam em ressaltar a fé do Centurião que fez o Senhor proferir palavras de admiração. Sem duvidas um grande elogio, mas também uma triste constatação. E um alerta para todos nós!

Para o Centurião não era necessário que o Senhor fosse à sua casa, bastava uma palavra sua. Nós muitas vezes não confiamos desta maneira exemplar na Providencia. Somos mais exigentes e tal exigência revela nossa "pouca fé". É preciso ser humildes para pedir e grandes no confiar.

O centurião de Cafarnaúm é modelo de ambas as virtudes. Todos os grandes cristãos da história foram profundamente humildes diante de Deus e dos homens, embora fossem grandes personalidades, grandes sábios ou grandes santos. De fato, são duas virtudes que vão unidas. Aquele que crê em Deus santo e misericordioso, quando se vê a si mesmo pecador e mesquinho, não pode exclamar senão com sinceridade: "Senhor, eu não sou digno!" Assim rezava também o Publicano da parábola: "Tem compaixão de mim". Ele mereceu o favor de Deus, pois seu amor e salvação são sempre gratuitos e não se devem a nossos méritos. O fato de pedir pelo outro mostra a grandeza do coração humilde.

Na Divina Liturgia de São João Crisóstomo os momentos de súplicas são recorrentes, pontuando seu desenvolvimento, do início ao final. Uns em favor dos outros, desde aqueles que ocupam cargos mais elevados aos mais humildes dos servos, não excetuando as almas dos falecidos para quem sempre devemos pedir o descanso eterno.

Elevemos, então nossos corações aos Céus e, com humildade, não nos cansemos de repetir com os mais piedosos e santos monges de todos os tempos:

Kyrie eleison!, Kyrie eleison! Kyrie eleison!

 

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