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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 28 de junho de 2020:
 
 
 

«3º DOMINGO DO EVANGELHO DE SÃO MATEUS»

(3º depois de Pentecostes - Modo 2)

Memória dos SANTOS, GLORIOSOS E MILAGROSOS ANÁRGUIROS, CIRO E JOÃO

 

 

Matinas

Evangelho

(MC 16: 9-20)

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, tendo ressuscitado na madrugada do primeiro dia da semana, ele apareceu primeiro a Maria de Magdala, de quem havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciá-lo àqueles que haviam estado em companhia dele e que estavam aflitos e choravam. Eles, ouvindo que ele estava vivo e que fora visto por ela, não creram. Depois disso, ele se manifestou de outra forma a dois deles, enquanto caminhavam para o campo. Eles foram anunciar aos restantes, mas nem nestes creram. Finalmente, ele se manifestou aos Onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não haviam dado crédito aos que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: "Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado. Estes sãos os sinais que acompanharão os que tiverem crido: em meu nome expulsarão demônios, falarão em novas línguas, pegarão em serpentes, e se beberem algum veneno mortífero, nada sofrerão; imporão as mãos sobre os enfermos, e estes ficarão curados". Ora, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus. E eles saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (mODO 2)

Quando te entregaste a morte ó Vida Imortal,
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade;
e quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra,
todas as potências celestes exclamaram:
Ó Cristo nosso Deus, ó Autor da Vida, glória a Ti

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon

O Senhor é minha força e meu louvor;
e tornou-se a minha salvação. (Sl 118,14)

O Senhor castigou-me duramente,
mas, à morte, ele não me entregou. (Sl 118, 18)

Epístola

(RM 5: 1-10)

Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos.

rmãos, Tendo sido, pois, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem ti vemos acesso, pela fé, a esta graça e na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não é só. Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança a virtude comprovada, a virtude comprovada a esperança. E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Foi, com efeito, quando ainda éramos fracos, que Cristo, no tempo marcado, morreu pelos ímpios. -Dificilmente alguém dá a vida por um justo; por um homem de bem talvez haja alguém que se disponha a morrer. Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Pois se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais agora, uma vez reconciliados, seremos salvos por sua vida.

Aleluia

O Senhor te responda no dia da tribulação. (Sl 21)

Salva Senhor o teu povo e abençoa a tua herança. (Sl 28: 9)

Evangelho

(MT 6: 22-33)

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, disse Jesus: «A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se teu olho estiver são, todo teu corpo ficará iluminado; mas se teu olho estiver doente, todo teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro. Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que have is de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai Celeste as alimenta. Ora, não valeis vós mais do que elas? Quem dentre vós, com as suas preocupações, pode acrescentar um só côvado à duração da sua vida? E com a roupa, por que andais preocupados? Observai os lírios do campo, como crescem, e não trabalham e nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que existe hoje e amanhã será lançada ao forno, não fará ele muito mais por vós, homens fracos na fé? Por isso, não andeis preocupados, dizendo: Que iremos comer? Ou, que iremos beber? Ou, que iremos vestir? De fato, são os gentios que estão à procura de tudo isso: vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas essas coisas. Buscai, em primeiro lugar, seu Reino sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal».

Kinonikon

Louvai o Senhor nos Céus, louvai-O nas alturas.
Aleluia, aleluia, aleluia!

 

Evangelho deste Domingo convida-nos a refletir sobre duas realidades: a primeira, acentua a impossibilidade de se servir a dois senhores; a segunda realça a atitude do cristão diante das preocupações e trabalhos da vida. Concluímos que o Reino de Deus não admite divisões e que, a opção pelo Reino, exige uma suprema e desprendida liberdade interior diante de tudo o mais. É um convite ao desprendimento.

«Não podeis estar a serviço de Deus e do dinheiro» Mt 6, 24. Mamonan, no original grego e aramaico significa não somente o dinheiro, mas toda espécie de «bens». Em algumas traduções aparece como sendo o deus do dinheiro, da cobiça, da avareza. Qualquer que seja a exegese do termo não se foge daquilo que o Senhor nos chama a atenção: nossos bens temporais devem ser vistos e aceitos como tais, isto é, contingentes, efêmeros, transitórios, passageiros. O que de fato são perenes e duradouros são os tesouros que «nem a traça nem a ferrugem corroem.»

O fato de possuirmos valores monetários ou similares não é condenável. Torna-se prejudicial, porém, quando nos deixamos possuir por eles. O avarento, o cobiçoso não possui, mas é possuído por seus bens e desejos. O apego é colidente com a caridade, com a doação e com a entrega.

É necessário que nossa relação com os bens materiais não se tornem obstáculos à relação filial que temos com nosso Deus e que eles sejam apenas e somente meios para melhor promover a dignidade humana e, jamais, fim em si mesmos.

Nosso tesouro é Deus e embora carreguemos este tesouro em vasos de argila, como revela-nos o Apóstolo Paulo, é preciso que haja plena confiança n'Ele e em sua Providência. Esta confiança é uma condição para que resistamos aos apelos consumistas e ao apego material em geral de nosso tempo e de nossa sociedade. A base da confiança do homem está na certeza da fidelidade de Deus.

Encontramos na Palavra de Deus exemplos tão contundentes de homens que se entregaram à sua Providência: «As suas palavras não passam» (Is 40,8), «Suas promessas serão mantidas» (Tb 14,4). «Deus não mente nem volta atrás» (Nm 23,19). «Seu desígnio divino, desígnio de amor, se realizará infalivelmente» (SI 32,11; Is 25,1). «O homem pode, portanto, confiar.» «Deus vela sobre o mundo (Gn 8,22), dando o sol e a chuva a todos, bons e maus» (Mt 5,45).

A fisionomia de Deus na Escritura Sagrada é a de um Pai que vela sobre seus filhos e provê suas necessidades: «Dais a todos o alimento a seu tempo» (SI 144,15; 103,27), tanto aos animais como aos homens.

Mas a providência de Deus se manifestou, sobretudo, na Historia da Salvação com a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua Vida, Morte e Ressurreição. A Igreja, sinal visível da sua Presença e Providência, nos ensina a confiar e a esperar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013

 

 

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