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Um Monge da Igreja do Oriente

AMOR SEM LIMITES

Tradução para o português:
Pe. André Sperandio

36. A mulher vestida de luz

Senhor-amor, eu te dou graças pelo princípio feminino que colocaste em teu universo, e que tão intimamente associaste à salvação do mundo.

Freqüentemente por ele, mais do que pela força viril, nos revelastes certos aspectos do amor divino, do amor humano, do amor cósmico.

Mulher, freqüentemente impulsiva, freqüentemente imprudente, que freqüentemente foste seduzida, mas também sedutora, bendita sejas, quando também és frequentemente a inspiradora do melhor.

Bendita sejas, quando por intuição, com facilidade, sondas as profundezas e captas os valores mais altos e nos atrais gentilmente para eles.

Bendita sejas, mulher, que além do que é lógico e objetivo, sabes muitas vezes como alcançar o pensamento divino, o amor pensante que planeja tão acima da razão pura; tu, que tendo o dom de simpatia, podes fazer coincidir tão rapidamente com os outros.

Bendita sejas, mulher, de quem a natureza é essencialmente amante, tu que pareces, por instinto, abrir-se à graça de ir ao encontro do amor sem limites.

Bendita sejas, mulher, acolhedora e receptiva. Mulher cujo fim não é absolutamente o desempenho, a produção, o trabalho das coisas, mas o sentimento vivo e cuidadoso do que é vivente.

Pensar em ti nestes termos é, sem dúvida, provocar a ironia de muitos homens e a irritação de muitas mulheres, porém, vou persistir em ver primeiro em ti a Mulher envolta no sol.

Bendita sejas, acima de tudo, entre todas as mulheres, única que foste, ao mesmo tempo, Virgem perfeita, Esposa amada e amante fecundada pelo Espírito, a Mãe de Deus feito homem, irmã para todos nós, Mãe de todos.

Bendita sejas, tu em quem não há qualquer lastro, mas em quem tudo é graça, tu que estendes sobre todo o mundo como um véu tecido de ouro; tu que enches o universo de uma invisível bondade; tu em quem podemos respirar a presença como um ar ligeiro e uma brisa sutil; tu que velas sobre nossos corpos frágeis e sustentas nossos corações débeis.

Ensina-nos a cada dia a ternura!

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