Os ricos têm de aprender que não é pecado ser rico; o que é pecado é não saber utilizar a própria riqueza. Porque as riquezas impedem os maus de alcançar a virtude, mas ajudam os bons. Zaqueu, que era rico, foi escolhido por Cristo, mas depois de dar metade dos seus bens aos pobres e de reembolsar o quádruplo do que tinha retido de modo fraudulento. Pois não basta uma só coisa, e a generosidade perde o valor quando a injustiça permanece; não se pedem os restos, mas a entrega. Foi por isso que ele recebeu uma recompensa mais abundante que a sua generosidade. E ainda bem que é denominado chefe de publicanos; com efeito, quem poderá desesperar, quando o próprio Zaqueu conseguiu? Pois Zaqueu tirava o seus rendimento da fraude.

«Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura.» […] Enquanto se encontra no meio da multidão, Zaqueu não consegue ver a Cristo; só quando se eleva acima da multidão é capaz de O avistar. […] E Jesus viu Zaqueu no alto, porque a elevação que lhe deu a fé o fez emergir por entre os frutos das suas obras novas, como quem sobe ao alto de uma árvore fecunda.

Santo Ambrósio de Milão (c. 340-397)
Comentário ao Evangelho de Lucas, 8, 90
Fonte: Evangelho Cotidiano

 
 

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