Jesus dirigiu-Se então à sinagoga de Cafarnaum e pôs-se a ensinar. As pessoas ficaram espantadas com os seus ensinamentos, porque Jesus «os ensinava com autoridade e não como os escribas». […] De fato, Jesus falava em seu próprio nome, Ele que tinha falado outrora pela voz dos profetas. Já é bom poder dizer, com base num texto: «Está escrito…»; ainda melhor é proclamar, em nome do próprio Senhor: «Palavra do Senhor»; mas é completamente diferente poder afirmar, como Jesus fazia: «Em verdade, em verdade vos digo…». […]

«Todos se maravilhavam com a sua doutrina». Que novidades ensinava Ele? […] Na verdade, repetia o que havia declarado pela voz dos profetas. Mas todos ficavam admirados, porque Ele não ensinava com o método dos escribas, mas com autoridade; não como um rabino, mas como Senhor. Não se referia a um maior do que Ele; as palavras que proferia eram suas. E, se mantinha essa linguagem de autoridade, era porque tornava presente Aquele que falara através dos profetas: «Eu que vos falava estou aqui» (Is 52,6).

[…] Foi por isso que Jesus ameaçou o demônio, que se exprimia através do possesso na sinagoga: «Cala-te e sai desse homem»; ou seja: «Sai da minha casa; que fazes tu naquilo que é a minha morada? Eu quero lá entrar. Cala-te! Sai desse homem! Deixa essa morada que foi preparada para Mim. […] Deus a quer. Deixa o homem; ele pertence-Me. Não quero que ele seja teu. Eu habito no homem, que é o meu Corpo. Vai-te embora!»


São Jerônimo (347-420)
Comentário sobre o Evangelho de Marcos, PL2, 137-138
Fonte: Evangelho Cotidiano

 
 

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