Oh! como é bom, quando a alma está toda cheia do amor de Deus, como tudo se enche de doçura e de alegria! Mas, mesmo então, não escapamos às aflições e, quanto maior é o amor, maiores são as aflições. A mãe de Deus nunca pecou, nem por um só pensamento, nunca perdeu a graça, mas também ela teve de suportar grandes aflições. Quando estava ao pé da cruz, a sua pena era grande como o oceano. As dores da sua alma eram incomparavelmente maiores do que as de Adão ao ser expulso do Paraíso porque o seu amor era, também ele, incomparavelmente maior do que o de Adão. E se se manteve viva, foi unicamente porque a força do Senhor a sustentava, porque o Senhor queria que ela visse a sua ressurreição e que, depois da sua ascensão, ficasse na terra para consolar e alegrar os apóstolos e o novo povo cristão.

S. Siluane (1886-1938), monge ortodoxo
(oração sobre as oferendas)
Fonte: Evangelho Cotidiano

 

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