Era necessário que a Virgem fosse associada a seu Filho em tudo quanto diz respeito à nossa salvação. Assim como ela O fez participante da sua carne e do seu sangue e foi gratificada em recompensa dos seus benefícios, do mesmo modo tomou parte em todos os seus sofrimentos e dores. Ele foi pregado à cruz e trespassado no peito pela lança; ela teve o coração trespassado por uma espada, como lhe tinha anunciado o santo Simeão (Lc 2, 35).

A primeira, foi levada em conformidade à morte do Salvador por uma morte semelhante à sua (Rm 6, 5). Por isso é que ela tomou parte na Ressurreição antes de todos os outros. De facto, depois que o Filho destruiu a tirania do inferno, ela teve a felicidade de O ver ressuscitado e de receber a sua salvação e acompanhou-O, tanto quanto pôde, até à Sua partida para o Céu. Depois da ascensão, tomou o lugar que o Salvador deixara livre entre os Seus apóstolos e os outros discípulos, acrescentando assim aos benefícios que Deus tinha dispensado à humanidade, o de completar o que faltava a Cristo (Col 1, 24), muito melhor do que qualquer outra pessoa.

Mais do que a qualquer outro, não convinha isto à sua mãe?

Mas era preciso que esta alma santíssima se desprendesse deste corpo sacratíssimo. Ela deixou-o e uniu-se à alma do Filho, ela, uma luz criada, unida à luz sem princípio. E o seu corpo, depois de ter ficado algum tempo sobre a terra, foi também elevado ao Céu.

S. Nicolas Cabasilas (l320-l363),
teólogo leigo grego
Homilia mariana
Fonte:
Evangelho Cotidiano

 

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