Deus é amor (1Jo 4,8). E quem empreendesse defini-l’O seria como um cego que pretendesse contar os grãos de areia de uma praia.

Quanto à sua natureza, o amor é uma semelhança com Deus, na medida em que é possível os mortais assemelharem-se a Ele; quanto à sua atividade, é uma embriaguez da alma; quanto à sua virtude própria, é a fonte da fé, um abismo de paciência, um oceano de humildade.

A caridade é, antes de mais, a rejeição de qualquer pensamento de inimizade, porque a caridade não pensa mal. A caridade, a impassibilidade e a adoção filial distinguem-se apenas pelo nome. Tal como a luz, o fogo e a chama concorrem para um único efeito, o mesmo acontece com estas três realidades.

A sensibilidade profunda daquele que tem uma união perfeita com Deus é por Ele iniciada no mistério das suas palavras; sem esta união, contudo, é difícil falar de Deus.

Se o rosto de um ser amado produz em todo o nosso ser uma alteração manifesta que nos torna felizes, alegres e despreocupados, o que não fará o face do Senhor numa alma pura, quando nela vier repousar.


São João Clímaco (c. 575-c. 650)
«A Escada Santa», 30, 6-9.22.16
Fonte: Evangelho Cotidiano

 
 

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