1. O Necessário, o Suficiente

488. Não busques além do suficiente.

Como quem habita em terra estrangeira, não busques para ti nada além de uma suficiência passageira, e esteja preparado para o caso em que o senhor desta cidade queira expulsar-te dela por te opores às suas leis. Saindo então sozinho desta cidade, marcharás em direção à tua própria cidade, e ali seguirás tua lei, sem injúria de ninguém e com toda a alegria. (Pastor de Hermas, comp. 1, 6).

489. Simplicidade e suficiência.

Convém que as mulheres que servem a Cristo abracem a simplicidade.

A simplicidade, com efeito, pensa na santidade, equilibrando os excessos, e por meio de quaisquer coisas, tira do supérfluo o necessário. É que o simples, como seu nome mesmo indica, não sobressai, nem se inflaciona, nem se exalta em coisa alguma; é sempre plana, suave, igual e não supérfluo e, por isso, suficiente. No entanto, a suficiência é certo hábito ou disposição pela qual se chega ao próprio, sem que nada falte nem sobre. A mãe da suficiência é a justiça; nutre a «autarquia» ou virtude de bastar-se a si mesmo, o que contribui para a vida feliz. Haja pois, em vossos pulsos o ornato santo, a facilidade em dar aos outros, e as obras do governo de vossa casa. E, é assim que, «quem dá ao pobre, empresta a Deus» (Pr 19,17). E, «As mãos dos valentes se enriquecem» (Pr 10,4). Valentes são os que depreciam o dinheiro, e não hesitam em dá-los aos necessitados. Que em teus pés apareça uma prontidão fervorosa para fazer o bem numa viagem à caminho da justiça. Os pendentes e colares serão o pudor e a temperança. Tais são as jóias que Deus funde. (Clemente de Alexandria, Pedadogo 2, 12).

Fonte:  Dicionário Social de los Padres de la Iglesia | Restituto Sierra Bravo

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