Ao imperador Adriano, César Augusto, e a Veríssimo, seu filho filósofo, e a Lício, filósofo, e ao Senado e a todo o povo romano, em nome dos homens de todas as raças que são injustamente odiados e perseguidos, sendo eu um deles, Justino, de Néapolis [Nablus] na Síria da Palestina, dirijo este discurso. […]

Argumenta-se que Aquele a que nós chamamos o Cristo é apenas um homem, nascido de um homem, que os prodígios que Lhe atribuímos são devidos a artes mágicas e que Ele Se fez passar por Filho de Deus. A nossa demonstração não se apoiará sobre dizeres, mas sobre as profecias feitas antes dos acontecimentos, nas quais temos necessariamente de acreditar: porque nós vimos, e vemos ainda, realizar-se aquilo que foi profetizado. […]
Houve entre os judeus profetas de Deus pelos quais o Espírito profético anunciou antecipadamente acontecimentos futuros. As suas profecias foram cuidadosamente guardadas, tal como haviam sido proferidas, pelos sucessivos reis da Judeia nos livros escritos em hebraico pela mão dos profetas.

…]
Ora, nós lemos nos livros dos profetas que Jesus, nosso Cristo, havia de vir, que nasceria de uma virgem, que apareceria com o aspeto de homem, que curaria todas as doenças e todas as enfermidades, que ressuscitaria os mortos, que, ignorado e perseguido, seria crucificado, que morreria, que ressuscitaria e subiria ao céu, que seria e será reconhecido como Filho de Deus, que enviaria alguns a anunciar estas coisas ao mundo e que seriam sobretudo os pagãos a acreditar nele. Estas profecias foram feitas 5000, 2000, 1000, 800 anos antes da sua vinda, porque os profetas sucederam-se uns aos outros de geração em geração.

São Justino (c.100 -160)
Primeira apologia, 1.30-31
Fonte: Evangelho Cotidiano

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