A lei da graça ensina diretamente aqueles que conduz a imitarem o próprio Deus, que de tal maneira nos amou mais do que a Si próprio, se assim podemos dizer (e note-se que, por causa do pecado, éramos seus inimigos), que veio ao nosso ser, Ele que está acima de todos os seres, que Se fez homem, que quis ser um homem como os outros, e que não rejeitou assumir a nossa condenação.

E, assim como por economia Se fez homem, assim nos divinizou pela graça, a fim de que aprendêssemos, não somente a ligar-nos naturalmente uns aos outros e a amar-nos espiritualmente uns aos outros como nos amamos a nós próprios, mas também a cuidar divinamente uns dos outros mais do que de nós próprios, e a dar provas do amor que temos uns aos outros escolhendo, por virtude, morrer voluntariamente uns pelos outros. Pois Cristo afirma que não há maior amor que o de dar a vida pelos amigos.

A lei da graça é a razão, mais alta que a natureza, que conduz à divinização; ela transforma inflexivelmente a natureza, mostrando à natureza dos homens, como que em imagem, o modelo que ultrapassa a essência e a natureza, e oferece a permanência do ser eternamente bem-aventurado. Considerar o próximo como si mesmo é cuidar da vida dele no seu ser e isso é próprio da natureza. Amar o próximo como si mesmo é velar mais pela vida do próximo que pela própria e isso é próprio da lei da graça.


São Máximo o Confessor (c. 580-662),
Centúria sobre a teologia VII, nos. 12-14
Fonte: Evangelho Cotidiano

Compartilhe isso:
 
 

Não há comentários

Seja o primeiro a deixar um comentário.

Post a Comment


 
 
 

Pesquisar neste site

Arquivos