A vossa tarefa é angélica. Ainda temos de sofrer algumas dores e de nos mortificar um pouco, mas tenhamos paciência, pois eis que já se avizinha o fim e o termo da nossa vida, em que seremos conduzidos pelos santos anjos e gozaremos da alegria eterna, co-herdeiros, com todos os santos, dos bens que nos foram prometidos (cf Heb 11,9). […]

É por isso que aceitamos desde já, e com paciência, o que nos acontece, pois receberemos em troca a felicidade eterna, tal como a infelicidade cairá em sorte aos que fazem o mal. Que o Céu nos poupe o sofrimento de ouvir dizer: «Recebeste os teus bens em vida, e […] agora ele encontra-se aqui consolado»; e ainda: «Há entre nós e vós um grande abismo». Pois estas sentenças divinas, que separam o pecador do justo, são terríveis de ouvir e conceber. Com efeito, a distância, o abismo, a perda e a queda dos que se encontram no pecado afastam-nos do Senhor nosso Deus como o Céu se encontra afastado da Terra (cf Is 55,9). Mas aqueles que, como vós, desejam ardentemente ser todos os dias seus amigos e seus verdadeiros servidores entrarão com Ele nas moradas celestes, na Jerusalém do alto (cf Gal 4,26), a grande cidade, cheia de maravilhas inimagináveis, à qual está ligada uma glória sem limites e o poder eterno; aí, ver-nos-emos uns aos outros e conhecer-nos-emos na perfeição. E estou certo de que, se fizermos a vontade de Deus, nos encontraremos todos juntos numa felicidade eterna. […]

Conduzi-vos, pois, de maneira angélica, agarrando-vos ao braço de Deus, que vos fortifica, ao encorajamento do Espírito Santo, que vos torna firmes, aos santos anjos, a todos os mártires e santos benditos de Deus que vêm em vosso auxílio.


São Teodoro Estudita (759-826)
Catequese 11
Fonte: Evangelho Cotidiano

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