Muitas são as minhas faltas e inumeráveis,
Contudo, não tão espantosas como a Tua misericórdia.

Múltiplos são os meus pecados,
Mas sempre pequenos, comparados com o teu perdão. […]

Que efeito poderá ter um pouco de trevas
Sobre a Tua luz divina?

Como pode uma pequena obscuridade rivalizar
Com os Teus raios, Tu que és grande!

Como pode a concupiscência do meu corpo frágil
Ser comparada com a Paixão da Tua cruz?

O que parecerão aos olhos da Tua bondade, ò Todo-Poderoso,
Os pecados de todo o universo?

Eis que eles são […] como bolha de água
Que, pela queda da Tua chuva abundante,
Desaparece imediatamente. […]

És Tu que dás o sol aos maus e aos bons,
E fazes chover para todos indistintamente.

Para uns a paz é grande por causa da espera da recompensa; […]
Mas àqueles que preferiram a terra,
Tu perdoas por misericórdia:
Dás-lhes um remédio de vida como aos primeiros;
E esperas sempre o seu regresso a Ti.

Gregório de Narek (c. 994- c. 1010), monge e poeta armênio
Livro de orações, nº 74 (a partir da trad. SC 78, p. 389)

 

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