Procuremos o único que nos pode dar a liberdade; persigamo-Lo sem cessar com o nosso desejo, a Ele, cuja beleza fere os corações, que os atrai pelo amor e os une a Si para sempre. Sim, pelas nossas ações corramos todos para Ele. Não nos deixemos ultrapassar por ninguém, nem enganar-nos ou distrair-nos na nossa procura pelo que quer que seja.

Sobretudo […}, não digamos que Deus nunca manifesta a sua presença aos homens. Não digamos que é impossível aos homens verem um dia a luz de Deus – e até verem-na hoje. Nunca, graças a Deus, isso foi impossível, desde que o desejemos. Compreendamos a beleza do nosso Mestre! Não Lhe fechemos os olhos do nosso coração, deixando-nos absorver pelas realidades deste mundo. Sim, que o cuidado com as coisas da Terra não nos torne escravos da glória humana, a ponto de nos fazer abandonar Aquele que é a luz da vida eterna.

Vamos, pois, todos juntos até Ele, com um mesmo coração, com um mesmo espírito, com toda a nossa alma. Humildemente, lancemos o nosso grito, a Ele que é o nosso bom Mestre, o nosso Senhor misericordioso, a Ele que é o «único amigo dos homens» (Sb 1,6). Procuremo-Lo porque Ele vai revelar-Se a nós, vai aparecer, vai manifestar-Se, Ele que é a nossa esperança.

Fonte: Evangelho Cotidiano
Hino 27, 116-124.128-132.138-149
Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego

 
 

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