Lembremo-nos daquela viúva que, preocupada com os pobres, de si mesma se esqueceu a ponto de dar tudo o que lhe restava para viver, pensando na única vida que havia de vir, como o atesta o próprio Senhor. Os outros tinham dado o que lhes era supérfluo, mas ela, talvez mais pobre que muitos pobres – pois a sua fortuna estava reduzida a duas simples moedas -, era mais rica, em seu coração, que todos os ricos. Ela só olhava para as riquezas da recompensa eterna; desejosa dos tesouros celestes, renunciou a tudo o que possuía, bem como aos bens que vêm da terra e a ela retornam (Gn 3,19). Deu o que tinha para possuir o que não via. Deu os seus bens perecíveis para adquirir bens imortais. Esta pobrezinha não esqueceu os meios previstos e dispostos pelo Senhor para obter a recompensa futura. Por isso o Senhor, Juiz do mundo, não se esqueceu dela, pronunciando logo a sua sentença: faz o elogio daquela que vai coroar no dia do julgamento.        

São Paulino de Nola (355-431), bispo
Carta 34, 2-4 : PL 61, 345-346
Fonte: Evangelho Cotidiano

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