Moisés escreveu na Lei: «Deus fez o homem à Sua imagem e à Sua semelhança» (Gn 1, 26)… Cabe-nos pois a nós refletir, para o Nosso Deus, para o nosso Pai, a imagem da Sua santidade… Não sejamos pintores de uma imagem diferente… e, para que não inscrevamos em nós a imagem do orgulho, deixemos que o próprio Cristo pinte em nós a Sua imagem. Ele pintou-a quando disse: «Dou-vos a paz. Deixo-vos a minha paz».

Mas de que nos serve saber que essa paz é boa, se não cuidamos dela? Aquilo que é bom habitualmente é frágil; e os bens preciosos reclamam cuidados maiores e uma atenção mais vigilante. Muito frágil é a paz que se pode perder por uma palavras apressada ou uma pequena mágoa infligida a um irmão. Ora, nada agrada mais aos homens do que falar a despropósito e ocupar-se do que não lhes diz respeito, proferir discursos vãos e criticar os ausentes. Daí que aqueles que não podem dizer: «o Senhor deu-me a língua dum discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra aquele que está abatido» (Is 50, 4), que esses se calem ou, se dizem uma palavra, que seja uma palavra de paz… «A plenitude da lei é o amor» (Rm 13, 8). Que se digne inspirá-lo em nós o nosso bom Senhor e Salvador Jesus Cristo, autor da paz e Deus do amor.

Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros,
Instrução 11
Fonte:
Evangelho Cotidiano

 

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