Enquanto os anjos, assombrados, nada ousavam perguntar, ecoou a ordem divina: «Faça-se a Luz!» (Gn 1,3), e a luz rompeu as trevas. […] Era domingo, o primeiro dos dias, o primogênito entre os seus irmãos, o dia portador de mistérios e símbolos. Deus criara dois gémeos que em nada se pareciam: a noite escura, e o dia claro. A noite era a irmã mais velha, mas o dia apanhou-a e ocupou o seu lugar.

Este primeiro dia, este fundamento da criação, não se esvaiu hora a hora; a luz não nasceu a Oriente para se pôr a Ocidente. Ela não sofreu qualquer alteração; apenas existiu, segundo está escrito: «E fez-se a luz». Nasceu assim um dia, formado de luz e trevas. A noite e a manhã sucederam-se. […] Então, Deus afastou o primeiro dia e chamou o segundo; e posicionou as tardes e as manhãs nos seus gonzos para que o grande pórtico que todos os dias se abre e fecha começasse a girar.


Quando os anjos, em assombro, não ousavam perguntar nada, a ordem de Deus ecoou: «Faça-se a Luz!» (Gn 1,3), e a luz rompeu as trevas… Foi domingo, o primeiro dos dias, o primogênito entre os seus irmãos, o dia portador de mistérios e símbolos. Deus criara dois gêmeos que em nada se pareciam: a noite muito escura, e o dia muito claro. A noite era a irmã mais velha, mas o dia apanhou-a e ocupou o seu lugar.

Este primeiro dia, este fundamento da criação, não se esvaiu hora a hora; a luz não nasceu a Oriente para se pôr a Ocidente. Ela não sofreu nenhuma alteração, apenas existiu, de acordo com o que está escrito: «E fez-se a luz!». Nasceu assim um dia, formado de luz e trevas. A noite e a manhã sucederam-se… Então, Deus afastou o primeiro dia e chamou o segundo. Colocou as tardes e as manhãs nos seus gonzos para que girasse o grande pórtico que todos os dias se abre e fecha.

Tiago de Saroug (c. 449-521), monge e bispo sírio
Hexaméron: Homilias para o primeiro e para o segundo dia
Fonte:
Evangelho Cotidiano

 

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