Os sacramentos são os sinais da morte e da sepultura de Cristo. Graças a eles nós somos gerados para a vida sobrenatural, crescemos e estamos unidos duma maneira admirável ao Salvador. Por eles, segundo a palavra de S. Paulo, « temos a vida, o movimento e o ser» (Ac l7,28)

O baptismo permite-nos ser e subsistir em Cristo; a santa unção confirma o novo cristão, comunicando-lhe as energias próprias para esta vida; a eucaristia prolonga esta vida e a mantém em todo o seu vigor. Resumindo, nós vivemos deste pão, nos fortificamos por esta unção, depois de termos recebido o ser nesta imersão.

Assim, nós vivemos em Deus, transportados deste mundo visível ao mundo invisível. Nós não mudamos de lugar mas de existência e de vida: pois não somos nós que nos movemos e elevamos para Deus, mas foi Deus que veio e desceu até nós. Nós não procuramos, nós fomos procurados. Não é a ovelha que se põe em busca do Pastor, nem a moeda de prata do dono da casa; mas foi o Mestre que se inclinou para a terra e encontrou a sua imagem, foi o Pastor que se dirigiu para o lugar onde errava a ovelha e que, tendo-a posto sobre os ombros, reconduziu-a dos seus desvarios. Ele não nos transportou, por isso, a outro lugar, mas deixou-nos na terra e tornou-nos celestes pela infusão da sua vida nas nossas almas. Ele não nos eleva aos céus, mas baixa os Céus até nós, segundo a palavra do salmo: « Ele inclinou os céus e desceu» (Sl.l7,l0).

S. Nicolas Cabasilas (l320-l363),
teólogo leigo grego
A Vida em Jesus Cristo
Fonte:
Evangelho Cotidiano

 

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