Entre os seus discípulos, Cristo escolheu alguns aos quais Se ligou mais intensamente, para os enviar a pregar a todos os povos. E, quando um deles se separou dos restantes, ordenou aos outros onze, antes do seu regresso ao Pai depois da ressurreição, que fossem ensinar as nações e as batizassem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19).

Os apóstolos – cujo nome significa «enviados» – trataram imediatamente de tirar à sorte Matias para o lugar de Judas, segundo a profecia contida no salmo de David (108,8), e receberam, com a força do Espírito Santo que lhes fora prometida, o dom de milagres e de línguas. Primeiro na Judeia, deram testemunho da fé em Jesus Cristo e instituíram Igrejas; daí, partiram para todo o mundo, difundindo entre as nações os mesmos ensinamentos e a mesma fé. […]

Qual foi a pregação dos apóstolos? Que revelação lhes fez Cristo? Eu diria que a melhor maneira de responder a estas perguntas é através das mesmas Igrejas que eles fundaram pessoalmente, pregando de viva voz e através dos seus escritos. Assim sendo, é incontestável que toda a doutrina que está de acordo com estas Igrejas apostólicas, mães e fontes da fé, deve ser considerada verdadeira, porque contém aquilo que as Igrejas receberam dos apóstolos, os apóstolos de Cristo e Cristo de Deus.


Tertuliano (c. 155-c. 220)
Prescrições contra os hereges, 20-21; CCL 1, 201-203
Fonte: Evangelho Cotidiano

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