O Senhor quis que nos alegrássemos, que rejubilássemos de alegria quando somos perseguidos (Mt 5, 12), porque, com as perseguições, vem-nos também a coroa da fé (Tg 1, 12), pois é nessa altura que os soldados de Cristo dão prova do que são, que os céus se abrem ao seu testemunho. Não pertencemos à milícia de Cristo para vivermos descansados, para repousarmos durante o serviço, quando o Mestre da humildade, da paciência e do sofrimento pertenceu à mesma milícia antes de nós. E aquilo que Ele nos ensinou, que foi o primeiro a cumprir e que nos exorta a cumprirmos também, foi que Ele próprio sofreu antes de nós e por nós.

Para participarem nas competições dos estádios, os homens exercitam-se, treinam, e são objeto de grandes honras quando, diante da multidão, recebem o prémio. Mas eis aqui uma prova ainda mais nobre e extraordinária, em que é diante de Deus que combatemos, nós que somos Seus filhos, e em que Ele mesmo nos concede a coroa celestial (1Cor 9, 25). Também os anjos nos olham e é Cristo Quem nos assiste. Armemo-nos pois com todas as nossas forças para travarmos o bom combate, de alma generosa e fé íntegra.peradores Diocleciano e Maximiano, no ano 304.

São Cipriano (c. 200-258), Bispo de Cartago e mártir
Carta 56 (a partir da trad. rev. Tournay)
Fonte: Evangelho Cotidiano

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