Tendo aprendido pela Escritura o que é o temor do Senhor e o que é a Sua bondade e o Seu amor, convertamo-nos a Ele de todo o coração. […] Guardemos os seus mandamentos; amemo-nos uns aos outros com todo o coração. Chamemos irmãos mesmo àqueles que nos odeiam e detestam, a fim de que o nome do Senhor seja glorificado e manifestado em toda a sua alegria. Nós, que nos suportamos uns aos outros, perdoemo-nos mutuamente. […] Não tenhamos inveja dos outros e, se estamos permeáveis ao ciúme, não nos tornemos ferozes. Mostremo-nos antes cheios de compaixão uns para com os outros, e pela nossa humildade curemo-nos uns aos outros. Não maldigamos nem trocemos, porque somos membros uns dos outros.

Amando-nos uns aos outros, seremos amados por Deus; sejamos pacientes uns com os outros e Ele mostrar-se-á paciente com os nossos pecados. Não paguemos o mal com o mal e não receberemos o que merecemos pelos nossos pecados. Porque obteremos o perdão dos nossos pecados perdoando aos nossos irmãos, e a misericórdia de Deus está escondida na misericórdia para com o próximo. […] Vede, o Senhor deu-nos o meio de nos salvarmos e dá-nos o poder celeste de nos tornarmos filhos de Deus.

São Máximo, o Confessor (c. 580-662), monge e teólogo
A vida ascética, 40-42; PG 90, 912
(a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 108)
Fonte:
Evangelho Cotidiano

 

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