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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 22 de Março de 2020:
 
 
 

3º Domingo da Quaresma:
«Veneração da Santa Cruz»

(4º antes da Páscoa - Modo Grave)

Memória de São Basílio de Ancira, hieromártir († 363)

Liturgia de São Basílio, o Grande.

Matinas

[JO 20: 1-10]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo O Evangelista São João.

aquele tempo, no primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, de madrugada, quando ainda estava escuro e vê que a pedra fora retirada do sepulcro. Corre, então, e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava, e lhes diz: "Retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram". Pedro saiu, então, com o outro discípulo e se dirigiram ao sepulcro. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Inclinando-se, viu as faixas de linho por terra, mas não entrou. Então, chega também Simão Pedro, que o seguia, e entra no sepulcro; vê as faixas de linho por terra e o sudário que cobrira a cabeça de Jesus. O sudário não estava com os panos de linho no chão, mas enrolado em lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: e viu e creu. Pois ainda não tinham compreendido que, conforme a Escritura, ele devia ressuscitar dos mortos. Os discípulos, então, voltaram para casa.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo Grave)

Pela tua Cruz, destruíste a morte,
abriste as portas do paraíso ao ladrão,
converteste em alegria o pranto das Miróforas
e lhes disseste que aos apóstolos anunciassem
que ressuscitaste dos mortos, ó Cristo Deus,
revelando ao mundo a grande misericórdia.

(Em grego)

Κατέλυσας τω Σταυρώ σου τον θάνατον
ηνέωξας τω ληστή τον παράδεισον,
των μυροφόρων τον θρήνον μετέβαλες,
και τοις σοις αποστόλοις κηρύττειν επέταξας,
ότι ανέστης Χριστέ ο Θεός,
παρέχων τω κόσμω το μέγα έλεος.

 

Apolitikion Próprio (Modo 4)

Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança!
Concede à tua Igreja a vitória sobre o mal
e guarda o teu povo pela tua Cruz.

Kondakion Próprio

Doravante, a espada de fogo não guardará mais a porta do Éden,
porque o madeiro da Cruz apagou-a de modo maravilhoso;
a morte foi vencida e a vitória dos infernos anulada.
E Tu, ó meu Salvador, te dirigiste aos que nele estavam,
dizendo: "entrai de novo no paraíso!"

Kondakion Final

Nós, teus servos, ó Mãe de Deus,
te conferimos os lauréis da vitória,
penhor de nossa gratidão,
como a um general que combateu por nós
e nos salvou de terríveis calamidades.
E, como tens um poder invencível,
livra-nos dos perigos de toda espécie
para que te aclamemos: salve, Virgem e Esposa!

Trisagion

Adoramos a tua Cruz , ó Mestre,
e glorificamos a tua santa Ressurreição.

Prokimenon

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança!

A ti, Senhor, eu clamo; Deus meu,
não fiques indiferente para comigo (Sl 28:1).

Epístola

[HB 4: 14-5: 6]

Epístola aos Hebreus.

rmãos, tendo, portanto, um Sumo Sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão de fé. Com efeito, não temos Sumo Sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos, então, com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça, como ajuda oportuna. Porquanto todo Sumo Sacerdote, tirado do meio dos homens é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. Sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados! É capaz de ter compreensão por aqueles que ignoram e erram, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Pelo que deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo quanto pelos seus proprios. Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão! Deste modo, também Cristo não se atribui a glória de tornar-se Sumo Sacerdote. Ele, porém, a recebeu daquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei... Conforme diz ainda, em outra passagem: Tu és sacerdote para o éon, segundo a ordem de Melquisedec.

Aleluia

Lembra-te do teu povo que elegeste há tanto tempo;
recuperaste o cetro de tua herança.

Deus, que é nosso Rei antes dos séculos,
operou a salvação no meio da terra.

Evangelho

[MC 8: 34-9:1]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, chamando a multidão, juntamente com seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar sua vida, a perderá; mas, o que perder sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará. Com efeito, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida? Pois, que daria o homem em troca da sua vida! De fato, aquele que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.» E dizia ainda: «Em verdade vos digo que estão aqui presentes alguns que não provarão a morte até que vejam o Reino de Deus chegando com poder.

Hirmos

Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a Criação.
A assembléia dos anjos e o gênero humano te glorificam,
ó templo santificado, paraíso espiritual e glória das virgens,
na qual Deus se encarnou e da qual tornou-se Filho
Aquele que é nosso Deus antes dos séculos.
Porque fez de teu seio um trono
e as tuas entranhas, mais vastas do que os céus.
Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a Criação e te glorifica!

 

Procissão e Adoração da Santa Cruz

Este ofício tem sua origem nos costumes antigos da Igreja. Era feito no fim da Grande Doxologia das Matinas, antes de iniciar a Santa Liturgia. Hoje em dia, nas maiorias das igrejas, é comum celebrá-lo ao fim da Divina Liturgia, depois da Apólisis. Os cantores entoam o "Santo Deus ..." segundo o "tom lento" enquanto o sacerdote incensa a cruz colocada sobre o altar (a cruz manual ou outra, do mesmo tamanho) que, levantando-a, põe em uma bandeja com palmas e flores e sai pela porta norte precedido pelos ceroferários, turiferário e cantores. O diácono (ou um ajudante) irá incensando a cruz durante toda a procissão que seguirá circulando a Igreja. Finalmente, coloca-se diante do iconostase e, de frente para uma pequena mesa revestida por uma toalha branca, faz em torno dela três voltas e detendo-se diante da mesa e voltado para o Oriente, diz:

Sacerdote: Sabedoria! Estejamos atentos!
E coloca a bandeja com a cruz sobre a mesa, incensando em seguida em torno dela, enquanto canta:
Apolitikion (Modo 1)
Sacerdote: Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança.
Concede à tua Igreja a vitória sobre o mal
e e guarda o teu rebanho pela tua Cruz.
Coro: Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança (2 x).
Sacerdote: Tem piedade de nós, ó Deus, segundo a tua grande misericórdia,
nós te suplicamos, escuta-nos e tem piedade de nós!
Coro: Kyrie, eleison (40 x)
E os cantores cantam a primeira série de "Kyrie, eleison" enquanto o sacerdote faz, com a bandeja e a cruz, o sinal da cruz e, prostrando-se, faz tocar a fronte no chão. Levantando-se lentamente ao ritmo da melodia do "Kyrie, eleison". O mesmo fará depois de cada uma das seguintes súplicas que são cantadas ao lado direito da mesa:
Sacerdote: Oremos ainda pelo Brasil, nosso amado país protegido por Deus,
seus governantes e força de segurança.
Coro: Kyrie, eleison (40 x)
Como antes, faz a grande metania e enquanto o coro canta, vai até o lado oriental da mesa e, voltando-se para o Ocidente, diz:
Sacerdote: Oremos ainda pelo nosso santo pai, o patriarca N. ... ,
pelo nosso metropolita N. ... , (arcebispo, ou bispo),
pelos sacerdotes, diáconos, monges, religiosos
e por todos os nossos irmãos e irmãs em Cristo.
Coro: Kyrie, eleison (40 x)
Após a reverência o sacerdote dirige-se ao lado Sul e, voltando-se para o Norte diz:
Sacerdote:
Sacerdote: Oremos também por todos os fiéis cristãos ortodoxos,
pela saúde, salvação e pelo perdão de seus pecados.
Coro: Kyrie, eleison (40 x)
O sacerdote repete a reverência, dirigindo-se em seguida para o lado ocidental da mesa e, voltado para o Oriente, diz:
Sacerdote: Oremos ainda pelos benfeitores desta santa Igreja,
pelos que nela se afadigam e cantam
e por este povo aqui presente, que espera de Deus
a sua grande e abundante misericórdia.
Coro: Kyrie, eleison (40 x)
O sacerdote faz novamente uma reverência profunda enquanto o coro canta a quinta série de "Kyrie, eleison". Levanta-se em seguida e, elevando a bandeja com a cruz e as flores, diz:
Kondakion:
Sacerdote: Ó Cristo Deus, que voluntariamente foste suspenso à Cruz,
tem compaixão do povo que traz o teu nome.
Alegra, pelo teu poder, a tua santa Igreja
dando-lhe a vitória sobre o mal.
Que tua aliança seja para nós
uma arma de paz e um troféu de vitória.
Abençoa com a cruz os fiéis e, colocando a bandeja sobre a mesa, canta:
Trisagion:
Coro: Adoramos a tua Cruz , ó Mestre,
e glorificamos a tua santa Ressurreição (3 x).

Glória ao Pai ...

E glorificamos a tua santa Ressurreição.

Adoramos a tua Cruz, ó Mestre ...
O sacerdote faz uma inclinação e adora a santa Cruz, sendo seguido por todos os fiéis. Enquanto isso, as flores são distribuídas a todos os que se aproximam da santa Cruz, enquanto o coro canta:
Coro: Vinde fiéis! Adoremos o Madeiro que dá a vida,
no qual, Cristo, o Rei da glória,
estendeu voluntariamente seus braços,
restaurando em nós a felicidade primitiva;
nós que, dominados pelo mal e pelas paixões
estávamos afastados de Deus.
Vinde, adoremos a Cruz,
que nos dá a vitória sobre o mal.
Vinde, povos da terra,
honremos com hinos a Cruz do Senhor, cantando:

Salve ó Cruz, libertação de Adão decaído,
porque em ti, toda a Igreja se alegra!
Nós, fiéis, a venerar-te com respeito e devoção,
glorificamos a Deus que em ti foi fixado, dizendo:
Senhor que foste crucificado, tem piedade de nós,
porque Tu és bom e filântropo!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.
Sacerdote: Cumprida, Senhor foi a palavra de teu profeta Moisés:
«Vereis vossa Vida suspensa a vossos olhos».
Hoje, a Cruz é exaltada e o mundo se liberta do erro.
Hoje, renova-se a ressurreição de Cristo;
regozijam-se os confins da terra,
e, com hinos e salmos, como outrora Davi, exclamam:
«Realizaste hoje, a salvação do mundo,
passando pela Cruz e a Ressurreição,
pelas quais nos libertaste, Senhor Nosso Deus!»
Ó Tu, que amas a humanidade, glória a Ti!
E conclui o Ofício com a Apólissis própria do dia.

 

A Veneração à Santa Cruz

o calendário Litúrgico Bizantino há duas datas nas quais veneramos a Santa Cruz, tamanha é a relevância e o simbolismo deste instrumento de morte que se transformou em instrumento de vida e salvação para os cristãos: 14 de setembro (festa principal) e no Terceiro Domingo da Quaresma.

A Santa Cruz transformou-se, no decorrer dos acontecimentos da vida da Igreja, no arquétipo da ação salvífica de Deus e no modelo de resposta do homem. Deus salva os homens pela Cruz, através de seu Filho que, obediente à vontade do Pai, a abraçou restaurando aos homens a dignidade filial perdida.

Os primeiros cristãos, conforme relata São Paulo em suas cartas, começavam a descobrir as riquezas do mistério da morte de Jesus na cruz, quando à luz da Ressurreição a vislumbravam como meio de salvação e não como instrumento de perdição. Já que o Senhor havia morrido numa cruz, em obediência à vontade do Pai, ela foi acolhida como sinal de humildade e sujeição aos desígnios de Deus. A resposta do homem ante a vontade divina passou a ser dada de maneira consistente: a fé no Ressuscitado movia os corações a uma plena compreensão do plano salvífico.

São Paulo não se limitou apenas a ensinar sobre o poder que tem a Cruz de libertar os homens do pecado, do egoísmo e da morte. Ele foi além dessas verdades estendendo o seu significado. Deu à Cruz a dimensão de Redenção, vendo nela o meio necessário para que fosse selada a Nova Aliança entre Deus e os homens.

Todo cristão, por participar do amor e da obediência de Cristo na Cruz, morre para o pecado que o impede de amar a Deus e aos homens de forma plena e livre. Santo Inácio de Antioquia ( + 117) e São Policarpo (+ 165) lembravam os sofrimentos de Cristo constantemente em suas pregações, para enfatizar a todos os cristãos que no escândalo da Cruz se ocultava o profundo amor de Deus pelos homens. Na cruz trilhava-se o caminho para se chegar à Ressurreição. Por isso, os cristãos do Oriente veneram a Cruz como símbolo da vitória sobre a morte.

Todo sofrimento, angústia, desespero e morte tornam-se secundários diante da magnitude da Ressurreição. O cristão ortodoxo contempla a Cruz resplandecente, mergulhado no espírito pascal: o Senhor não terminou sua missão na Cruz, mas fez dela um instrumento de passagem para se chegar à Vida.

A Cruz para um cristão que esteja imbuído deste espírito torna-se fonte de bênçãos. A loucura da Cruz de Cristo ganha a dimensão do amor infinito e totalmente oblativo. Hoje em dia são muitos os que tem dificuldade em compreender a teologia da Cruz. Parecem fugir dela por medo de sofrer. O sofrimento e a dor fazem parte da humanidade. Sofremos ao nascer, sofremos durante a vida e a morte virá com muito ou pouco sofrimento, mas virá com ele. Não podemos mudar esta realidade que nos é inerente por natureza. Como cristãos podemos mudar a compreensão que damos ao sofrimento.

A Cruz, antes vista como horror e escândalo, passou a ser compreendida como instrumento de salvação. Para que cheguemos a este amadurecimento espiritual é necessário o encontro com o Senhor Crucificado que padeceu os horrores da dor, para que Ele mesmo nos conduza às alegrias da Ressurreição.

Venerar a Cruz é venerar a história humana. Contemplar a Cruz é contemplar os seres humanos nos mais diversos continentes do mundo. Venerar a Cruz gloriosa e vivificante é restabelecer à história humana sua grandeza na História da Salvação. A Cruz sem Deus revela o abandono e a morte. A Cruz com Deus é sinal de esperança e vida nova.

Neste terceiro Domingo da Quaresma a Igreja nos convida a refletir sobre a dimensão que damos à Cruz e ao sofrimento em nossas vidas. Nossa postura frente à Cruz e ao sofrimento humano deve assemelhar-se à postura de Maria e a de João, o discípulo do amor. Estavam em pé diante do Crucificado, contemplando Aquele que era a Ressurreição e a Vida. Mesmo sem entender o que estava acontecendo conservavam tudo isso no coração. Não procuravam uma explicação racional e uma lógica que os fizessem compreender o sofrimento de Jesus. A lógica que os fazia silenciar e aceitar os desígnios de Deus era a obediência e a entrega à vontade do Pai.

Quando racionalmente procuramos explicações para o sofrimento e a cruz, fatalmente cairemos em subjetivismos perigosos que nos poderão levar a erros e a desvios da fé apostólica. O homem por si só não pode explicar os mistérios de Deus. A lógica divina não obedece os parâmetros racionais humanos. A Cruz para a Igreja é sinal e instrumento de Salvação. Por isso, os cristãos de tradição bizantina a veneram gloriosa e vivificante, despida dos sentimentos mórbidos que poderiam ofuscar a sua magnitude. O sofrimento, as dores e a morte que o Senhor sofreu por meio dela, por mais terríveis que pudessem ser, fez dela veículo da nossa salvação.

Em recente entrevista à Revista 30 Dias, assim se expressou Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, referindo-se a relação existente entre a Igreja e a Cruz:

«A Igreja deve apoiar a sua força na sua fraqueza humana, na loucura da Cruz (escândalo para os Judeus, loucura para os Gregos), e a sua esperança na ressurreição de Cristo. Privada de todo poder mundano, perseguida e entregue cotidianamente à morte, a Igreja faz com que surjam santos, que guardam a Graça de Deus em vasos de argila, que vivem dentro da luz da Transfiguração e são conduzidos por Deus ao martírio e ao sacrifício.»

Um cristão, à Luz da Ressurreição, carrega sua cruz subindo o Calvário para a Santidade. O madeiro que sustentou o corpo do Senhor Crucificado tornou-se Árvore da Vida, pois nele foi selado o Novo Testamento, a Nova Aliança. Deus pôs no santo Lenho da Cruz a salvação da humanidade, para que a vida ressurgisse de onde viera a morte.

Durante o Rito de veneração à Santa e Vivificante Cruz, entoa-se um canto que nos convida a contemplar o madeiro sagrado que nos deu a vitória sobre o mal:

«Vinde, fiéis!
Adoremos o Madeiro que dá a vida,
no qual Cristo, o Rei da Glória,
estendeu voluntariamente, seus braços,
restaurando em nós a felicidade primitiva.
Vinde,adoremos a Cruz que nos dá a vitória sobre o mal.»

Mais forte é o significado da segunda parte deste mesmo hino que nos faz compreender a dimensão e a grandeza da Cruz de Cristo:

«Hoje, a Cruz é exaltada e o mundo se liberta do erro.
Hoje, renova-se a Ressurreição de Cristo,
regozijam-se os confins da terra..."

Na Cruz renova-se a Ressurreição. Pela Cruz a Vida nos é possível. Pela Cruz a Santidade é uma realidade presente. Basta o encontro com o Senhor e nossa entrega total a Vontade de Deus.

O silêncio e a meditação nos auxiliarão, nesta Quaresma, a ver na Cruz e no sofrimento riquezas espirituais nunca antes vislumbradas por nós, mas já vividas pelos santos. Meditando sobre a Cruz à luz da Ressurreição, "adoramos a tua Cruz, ó Mestre e glorificamos a tua Santa ressurreição."

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013

DE FIORES, Stefano. Dicionário de Espiritualidade, São Paulo: Ed. Paulinas, 1989,

 

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