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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 28 de Julho de 2019:
 
 
 

«6º Domingo de Mateus»

(6º depois de Pentecostes - Modo 1 Pl.)

Memória dos Santos Prócoro, Nicanor, Timon e Pármenas,
diáconos e apóstolos dos 70 (séc. I).

Matinas

Evangelho

[Lc 24: 36-53]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, Jesus se apresentou no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!" Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: "Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho".Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: "Tendes o que comer?" Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o, então, e comeu-o diante deles. Depois disse-lhes: "São estas as palavras que eu vos falei, quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas, nos Salmos". Então abriu-lhes a mente para que entendessem as Escrituras e disse-lhes: "Assim está escrito que o Cristo devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que, em seu Nome, fosse proclamado o arrependimento para a remissão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eis que eu enviarei sobre vós o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até serdes revestidos da força do Alto". Depois, levou-os até Betânia e, erguendo as mãos abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao céu. Eles ficaram prostrados diante dele; e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Glorifiquemos fiéis e adoremos o Verbo
eterno com o Pai e o Espírito Santo,
nascido da Virgem para a nossa salvação;
pois, em sua carne, deixou-se suspender na cruz,
padecer a morte e ressuscitar dos mortos
pela sua gloriosa ressurreição.

Kondakion

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon

Tu, Senhor, nos guardarás e nos preservarás,
desta geração e para sempre (Sl 12,7).

Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu
porque a verdade se extinguiu entre os filhos dos homens (Sl 12, 1).

Epístola

[Rm 12: 6-14]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos.

rmãos, tendo, dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, aquele que tem o dom da profecia, que o exerça segundo a proporção da nossa fé; aquele que tem o dom do serviço, o exerça servindo; quem o do ensino, ensinando; quem o da exortação, exortando. Aquele que distribui seus bens, que o faça com simplicidade; aquele que preside, com diligência; aquele que exerce misericórdia, com alegria. Que vosso amor seja sem hipocrisia, detestando o mal e apegados ao bem; com amor fraterno, tendo carinho uns para com os outros, cada um considerando os outros como mais digno de estima. Sede diligentes, sem preguiça, fervorosos de espírito, servindo ao Senhor, alegrando-vos na esperança, perseverando na tribulação, assíduos na oração, tomando parte nas necessidades dos santos, buscando proporcionar a hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis.

Aleluia

Eu cantarei eternamente a tua misericórdia, Senhor
e anunciarei a tua Verdade de geração em geração.

Porque disseste: "A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno,
e nos céus a tua verdade será solidamente estabelecida".

Evangelho

[Mt 9: 1-8]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, entrando Jesus em um barco, atravessou as águas e foi para a sua cidade! Aí trouxeram um paralítico deitado numa cama. Jesus, vendo sua fé, disse ao paralítico: "Tem ânimo, meu filho; os teus pecados te são perdoados"! Ao ver isso alguns dos escribas diziam consigo: "Blasfema". Mas Jesus, conhecendo os sentimentos deles, disse: "Por que tendes esses maus sentimentos em vossos corações? Com efeito, que é mais fácil dizer 'Teus pecados são perdoados', ou dizer 'Levanta-te·e anda'? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem poder na terra de perdoar os pecados..." disse então ao paralítico: "Levanta-te, toma tua cama e vai para tua casa". Ele se levantou e foi para casa. Vendo o ocorrido, as multidões ficaram com medo e glorificaram a Deus, que deu tal poder aos homens.

Kinonikón

Caminharemos, Senhor,
na luz da glória de tua face pelos séculos.

Aleluia, aleluia, aleluia!

 

Levanta-te, toma tua cama e vai para tua casa

história do paralítico não se resume apenas na cura de um homem que, de modo um tanto incomum, foi baixado pelo telhado e posto diante de Jesus, porque havia tanta gente que não existia outro jeito para chegar próximo do Senhor.

Um paralítico é uma pessoa portadora de deficiência grave que impossibilita a mobilidade corporal, fazendo com que dependa inteiramente do outro. E os que auxiliaram o paralítico a chegar perto de Jesus, transportando-o, foram veículos da graça divina, do perdão dos pecados e da cura dos males físicos que há muito tempo afligiam aquele homem.

Há uma quebra no desenvolvimento normal dos acontecimentos: a provável expectativa de uma cena espetacular de cura é surpreendida pela manifestação da Misericórdia Divina para com a fraqueza humana. Antes mesmo que um pedido de perdão partisse do coração daquele que sofria dos males da paralisia, Jesus perdoa seus pecados, conduzindo assim a atenção de todos para a relação que se fazia na época: pecado e doença. Para os Judeus toda enfermidade tinha origem moral e era causada pelo pecado pessoal ou dos pais. (Sl 38 e 41) Se aquela doença era conseqüência do pecado, logo, seria preciso eliminar o pecado para que a cura pudesse ser operada. Mas quem pode perdoar os pecados senão Deus? Os escribas ficam, portanto, escandalizados com a atitude de Jesus. Este homem blasfema, pensam!

Jesus, após perdoar seus pecados, cura-o também de seus males físicos. E o paralítico levanta-se e sai à vista de todos. É assim desfeita a objeção dos escribas ao fato invisível do perdão dos pecados.

Se naquele tempo a noção de pecado era distorcida, no mundo de hoje padecemos de uma generalizada e progressiva banalização da mesma. Do “Tudo é pecado” ao “Nada é pecado”. Privados da experiência do perdão divino que é conforto para as nossas almas e fortalecimento para o corpo, ficamos assim mais vulneráveis aos males físicos.

A Igreja, sinal e sacramento do perdão divino, é lugar de conversão e perdão fraterno. Também é portadora da mensagem do perdão que o Pai Misericordioso quer estender a todos os filhos e filhas para tê-los sempre próximos. E todos nós, tornados seus membros pelo batismo, somos chamados a assumir, comunitária e individualmente, esta tarefa: ser mensageiros do sacramento da misericórdia divina, instrumentos do amor misericordioso que o Pai quer fazer chegar a todos.

Como aqueles bons homens que conduziram até o Senhor o paralítico, nosso mundo precisa de cooperadores do bem, face à multidão cada vez maior de atores ou meros espectadores do sofrimento e do mal. Não apenas lamentar a presença do mal, mas assumir atitudes concretas que ajudem a combatê-lo. Em última análise, não cooperar com o mal, não ser coniventes com as múltiplas formas de mal que assolam nosso século, já é cooperar para o bem. Sem, no entanto, esquecer jamais que, por mais que façamos, é Cristo o Único e verdadeiro Libertador de todos os males que nos oprimem.

"Os teus pecados te são perdoados!" Não eram bem essas as palavras que esperavam ouvir do Mestre aqueles letrados que o cercavam. Mal sabiam que, a pior opressão não é a paralisia do corpo, mas aquela que imobiliza, engessa e atrofia o espírito e endurece o coração. E, deste mal, eles é que necessitavam de ser curados.

E Jesus não pára por aí: como se uma coisa estivesse de fato associada à outra, comunica ao paralítico, antes, o perdão de seus pecados, e liberta-o em seguida do mal que mantém paralisado o seu corpo: “Levanta-te, toma teu leito e vai para casa!”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

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