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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas Domingo, 1º de dezembro de 2019:
 
 
 
Cego

«14º Domingo do Evangelho de Lucas»

(24º depois de Pentecostes - Modo Grave)

Memória do Santo Profeta Naum (séc. VII a.C.)

As vezes, este Evangelho é lido antes do Evangelho do Décimo Domingo. Se ele não for lido, é deixado de lado, a menos que a Páscoa seguinte caia entre 22 e 25 de abril. Neste caso, ele é lido no Domingo que cai entre 21 e 24 de janeiro. Também é preciso considerar que, se a Páscoa do ano em curso cai entre 22 e 23 de abril não se lê no domingo entre 2 e 3 de Dezembro, mas o do Décimo Sexto Domingo de Mateus

Matinas

Evangelho

[MC 16:1-8]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, passado o sábado, Maria de Magdala e Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ir ungir o corpo. De madrugada, no primeiro dia da semana, elas foram ao túmulo ao nascer do sol. E diziam entre si: "Quem rolará a pedra da entrada do túmulo para nós?" E erguendo os olhos, viram que a pedra já fora removida. Ora, a pedra era muito grande. Tendo entrado no túmulo, elas viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca, e ficaram cheias de espanto. Ele, porém, lhes disse: "Não vos espanteis! Procurais Jesus de Nazaré, o Crucificado. Ressuscitou, não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. Mas ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galileia. Lá o vereis, como vos tinha dito." Elas saíram e fugiram do túmulo, pois um temor e um estupor se apossaram delas. E nada contaram a ninguém, pois tinham medo...

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo Grave)

Pela tua Cruz, destruíste a morte,
abriste as portas do paraíso ao ladrão,
converteste em alegria o pranto das Miróforas
e lhes disseste que aos apóstolos anunciassem
que ressuscitaste dos mortos, ó Cristo Deus,
revelando ao mundo a grande misericórdia.

(Em grego)

Κατέλυσας τω Σταυρώ σου τον θάνατον
ηνέωξας τω ληστή τον παράδεισον,
των μυροφόρων τον θρήνον μετέβαλες,
και τοις σοις αποστόλοις κηρύττειν επέταξας,
ότι ανέστης Χριστέ ο Θεός,
παρέχων τω κόσμω το μέγα έλεος.

Kondakion da Natividade (Modo 3°)

Hoje a Virgem vem à gruta
para dar à luz, de modo inefável,
o Verbo que existiu antes dos séculos.
Rejubila-te, ó terra, ao ouvir esta boa nova,
e glorifica com os Anjos e os Pastores,
Aquele que quis se fazer criança.
Ele, o Deus anterior aos séculos.

(Em grego)

Ἡ Παρθένος σήμερον, τὸν ὑπερούσιον τίκτει,
καὶ ἡ γῆ τὸ Σπήλαιον, τῷ ἀπροσίτω προσάγει.
Ἄγγελοι μετὰ Ποιμένων δοξολογοῦσι.
Μάγοι δὲ μετὰ ἀστέρος ὁδοιποροῦσι.
Δι᾿ ἡμᾶς γὰρ ἐγεννήθη, Παιδίον νέον,
ὁ πρὸ αἰώνων Θεός.

Prokímenon (Grave)

O Senhor dará poder a seu povo
O Senhor abençoará seu povo com a paz.

Oferecei ao Senhor, ó filhos de Deus,
oferecei ao Senhor tenros cordeiros.

Epístola

[EF 2:14-22]

Epistola do Apóstolo São Paulo aos Efésios

rmãos, ele (Cristo) é nossa paz: de ambos os povos fez um só, tendo derrubado o muro de separação e suprimido em sua carne a inimizade, a Lei dos mandamentos expressa em preceitos, a fim de criar em si mesmo um só Homem Novo, estabelecendo a paz, e de reconciliar a ambos com Deus em um só Corpo por meio da cruz, na qual ele matou a inimizade. Assim, ele veio e anunciou paz a vós que estáveis longe e paz aos que estavam perto, pois, por meio dele, nós, judeus e gentios, num só Espírito, temos acesso ao Pai. Portanto; já não sois estrangeiros e adventícios, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus. Estai s edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas do qual é Cristo Jesus a pedra angular. Nele bem articulado, todo o edifício se ergue como santuário santo, no Senhor, e vós, também, nele sois coedificados para serdes habitação de Deus, no Espírito.

Aleluia (Modo Grave)

Aleluia, aleluia, aleluia!

É bom exaltar o Senhor
e cantar louvores ao teu Nome, ó Altíssimo (Sl 92, 1)
Aleluia, aleluia, aleluia!

Proclamar pela manhã o teu amor
e a tua fidelidade pela noite (Sl 91, 2).
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[LC 18: 35-43]

Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo São Lucas.

aquele tempo, quando Jesus se aproximava de Jericó, havia um cego, mendigando, sentado à beira do caminho. Ouvindo os passos da multidão que transitava, perguntou o que era. Informaram-no que Jesus, o Nazoreu, passava. E ele pôs-se a gritar: "Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!" Os que estavam à frente repreendiam-no, para que ficasse em silêncio; ele, porém, gritava mais ainda: "Filho de Davi, tem compaixão de mim!" Jesus se deteve e mandou que lho trouxessem. Quando chegou perto, perguntou-lhe: "Que queres que eu faça?" Ele respondeu: "Senhor, que possa ver novamente!" Jesus lhe disse: "Vê de novo; tua fé te salvou". No mesmo instante, recuperou a vista, e seguia a Jesus, glorificando a Deus. E, vendo o acontecido, todo o povo celebrou os louvores de Deus.

 

A Cura do Cego de Jericó

ara chegar a Jerusalém, Jesus teve que atravessar o Rio Jordão e passar pela cidade das palmeiras, conhecida como Jericó. Dois grandes acontecimentos marcaram a presença de Jesus na cidade de Jericó: a cura de um cego e seu encontro com Zaqueu. Ambos encontraram-no e viram-no como o Messias. Antes mesmo de enxergar, o cego reconheceu Aquele que já os profetas do Antigo Testamento anunciavam: “Ele mesmo virá até nós e nos salvará. Então se abrirão os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos serão desobstruídos e coxo saltará como um cervo e a língua do mudo dará gritos de alegria” (Is 35). Zaqueu, por sua vez, ao vê-lo de longe, não se conteve e subiu num sicômoro, para ter dele uma visão melhor.

O Evangelista Marcos nomeia este cego que também era mendigo, de Bartimeu- filho de Timeu (Mc 10, 46), Lucas prefere codinominá-lo de “o cego de Jerico”. Não importa o nome ou a situação vivida por ele, e sim, que aquele a quem faltava-lhe a visão corporal, teve olhos suficientes para enxergar Deus diante de si. Ele reconheceu o Messias e revelou a sua identidade: era o Filho de Davi. Aquele que era tão aguardado pelo povo escolhido e profetizado por Jeremias: “Eis que outros dias virão; e nesses dias e nesses tempos farei nascer de Davi um rebento justo que exercerá o direito e a equidade na terra. Não faltará jamais a Davi um sucessor que ocupará o trono da casa de Israel” (Jr 33,14-17). Ele via o que os outros (a multidão) não conseguia ver. Além de reconhecê-Lo como o Filho de Davi, chamou Jesus de “Senhor”. Antecipou em sua vida o que escreveu São Paulo à Comunidade de Filipos: “Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o Nome que está acima de todos os nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu e na a terra e nos infernos. E toda língua proclame que Jesus é o ‘Senhor’” ( Fl 2, 10-12).

Seus gritos chamando por Jesus eram incômodos aos outros, porém reveladores. Seus gritos eram uma confissão messiânica: Jesus é um descendente legitimo de Davi. O povo o repreendia, não somente porque gritava mas, sobretudo, pelo quê gritava. Mas o som de sua súplica chegou até os ouvidos de Jesus e não passaram despercebidos. Jesus o curou, após ele mesmo pedir: “Senhor, que eu recupere a visão” . Ele então revela: tua fé te salvou.

Após a cura, narra o Evangelista que ele louvou a Deus e seguiu Jesus.

Este é o itinerário que também nós, os cristãos batizados, precisamos fazer, o caminho que temos de trilhar: Reconhecer Jesus como nosso Salvador e Deus que atua no mundo também através de pessoas que por Ele são chamadas, dar-lhes glória pelos ofícios litúrgicos que com alma e verdade participamos e, em tudo, seguir seus ensinamentos.

Aquele que acabara de ser curado, sentiu-se o destinatário exato do anúncio feito pelo profeta ao falar sobre o Nascimento do Filho de Deus entre nós: “O Povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. Para ele que outrora só tinha a companhia das trevas, pela palavra de Deus, a luz tornou-se algo real e inseparável. O Natal fez-se novamente, pois nasceu a luz para iluminar as trevas de sua vida. A Criação então pode ser contemplada de maneira inédita para mais um filho que antes era privado de sentir a indescritível sabedoria daquele que fez plasmar tudo do nada. Diante daquele filho curado, duas realidades divinas puderam ser veneradas: a Criação e a Encarnação do Verbo. A presença de Deus na História do homem fez com que o impossível se tornasse realidade. Ele não era o “povo” e nem o representava, mas fazia parte dele, era integrante da estirpe que pode receber em seu meio a Palavra Encarnada.

Fazendo uso da admiração e da gratidão que o curado pudesse sentir, a Liturgia das Horas em suas Vésperas, tenta descrever tal realidade em alguns versos na chamada “Sétima Oração”: “Grande e Altíssimo Deus, Único e Imortal que habitas na luz inacessível, que criaste todas as coisas com sabedoria, separando a luz das trevas, dispondo o sol para reger o dia e as estrelas para iluminarem a noite; que nos concedeste a nós pecadores estar na tua presença com o coração contrito e apresentar nossa doxologia vespertina... Reveste-nos das armadura da luz, livra-nos do temor noturno e de todo o mal que se move nas trevas...”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

 

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