Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Loading
Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 15 de dezembro, 2019:
 
 
 

«11º Domingo do Evangelho de Lucas»

(Domingo dos Ancestrais do Senhor)

(26º depois de Pentecostes - Modo 1º

Memória de Santo Eleutério, hieromártir, e sua mãe Antia († c. 130).

No domingo entre 11 e 17 de dezembro comemora-se a memória dos antepassados de Cristo Jesus, segundo a carne, e de todos os justos do Antigo Testamento que têm relação com o Salvador, desde Adão até a Virgem Maria .

Matinas

Evangelho

[LC 24: 1-12]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, mo primeiro dia da semana, muito cedo ainda, elas foram ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. Encontraram a pedra do túmulo removida, mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando perplexas com isso, dois homens se postaram diante delas, com veste fulgurante. Cheias de medo, inclinaram o rosto para o chão; eles, porém, disseram: "Por que procurais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui; ressuscitou. Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia 'É preciso que o Filho do Homem seja entregue às mãos dos pecadores, seja crucificado, e ressuscite ao terceiro dia'". E elas se lembraram de suas palavras. Ao voltarem do túmulo, anunciaram tudo isso aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. As outras mulheres que estavam com elas disseram-no também aos apóstolos; essas palavras, porém, Lhes pareceram desvario, e não lhes deram crédito. Pedro, contudo, levantou-se e correu ao túmulo. Inclinando-se, porém, viu apenas os lençóis. E voltou para casa, muito surpreso com o que acontecera.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 1º)

Embora a pedra fosse selada pelos judeus
e teu puríssimo corpo fosse guardado pelos soldados.
Ressurgiste, porém, ao terceiro dia, ó Salvador,
dando a vida ao mundo!
Por isso, as Potências Celestes clamaram-te, ó Autor da vida:
Glória a tua ressurreição, ó Cristo!
Glória a tua realeza, glória a tua providência, ó Filântropo!

[Em grego]

 

Του λίθου σφραγισθέντος υπό των Ιουδαίων,
και στρατιωτών φυλασσόντων το άχραντον σου σώμα,
ανέστης τριήμερος Σωτήρ, δωρούμενος τω κοσμώ την ζωήν.
Δια τούτο αι δυνάμεις των ουρανών εβόων σοι ζωοδότα.
Δόξα τη αναστάσει σου Χριστέ, δόξα τη βασιλεία σου,
δόξα τη οικονομία σου, μόνε φιλάνθρωπε.

Apolitíkion da Festa

Pela fé justificaste os Antepassados
e por eles desposaste a Igreja que é dos gentios.
Os santos se ufanam da glória,
porque da sua semente nasceu o fruto glorioso
o que te gerou sem semente.
Pelas suas orações, ó Cristo Deus,
salva as nossas almas!

Kondakion da Festa

Ó três vezes bem-aventurados,
não adoraste ídolo feito pela mão do homem,
mas, escudando-vos na essência indescritível
permaneceste de pé no meio de um fogo insuportável
e clamastes a Deus dizendo: «Vem ó Compassivo,
apressa-te em nos auxiliar, Tu que és bondoso
e podes tudo o que queres!»

Kondakion da Vigília do Natal (Modo 3°)

Hoje a Virgem vem à gruta
para dar à luz, de modo inefável,
o Verbo que existiu antes dos séculos.
Rejubila-te, ó terra, ao ouvir esta boa nova,
e glorifica com os Anjos e os Pastores,
Aquele que quis se fazer criança.
Ele, o Deus anterior aos séculos.

(Em grego)

Ἡ Παρθένος σήμερον, τὸν ὑπερούσιον τίκτει,
καὶ ἡ γῆ τὸ Σπήλαιον, τῷ ἀπροσίτω προσάγει.
Ἄγγελοι μετὰ Ποιμένων δοξολογοῦσι.
Μάγοι δὲ μετὰ ἀστέρος ὁδοιποροῦσι.
Δι᾿ ἡμᾶς γὰρ ἐγεννήθη, Παιδίον νέον,
ὁ πρὸ αἰώνων Θεός.

Prokimenon

Desça sobre nós, Senhor, a tua misericórdia
conforme nossa esperança em Ti.

Exultai, ó justos, no Senhor,
pois aos retos convém o louvor.

Epístola

[2TM 1: 8-18]

Segunda Epistola do Apóstolo São Paulo a Timóteo.

rmão, não te envergonhes, pois, de dar testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro; pelo contrário, participa do meu sofrimento pelo Evangelho, confiando no poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com vocação santa, não em virtude de nossas obras, mas ·em virtude do seu próprio desígnio e graça. Essa graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, foi manifestada agora pela Aparição de nosso Salvador, o Cristo Jesus. Ele não só destruiu a morte, mas também fez brilhar a vida e a imortalidade pelo Evangelho, para o qual fui constituído pregador, apóstolo e doutor. Eis por que sofro estas coisas. Todavia não me envergonho, porque eu sei em quem depositei a minha fé, e estou certo de que ele tem poder para guardar o meu depósito até aquele Dia. Toma por modelo as sãs palavras que de mim ouviste, com fé e com o amor que está em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito, por meio do Espírito Santo que habita em nós. Tu sabes que todos os da Ásia me abandonaram, dentre eles Figelo e Hermógenes. Que o Senhor conceda misericórdia à família de Onesíforo, porque ele muitas vezes me confortou e não se envergonhou de minhas cadeias; ao contrário, quando chegou a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. Que o Senhor lhe conceda achar misericórdia junto ao Senhor'' naquele Dia. Tu sabes, melhor do que eu, de todos os serviços que me prestou em Éfeso.

Aleluia (Modo 4º)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Deus assegura a minha vitória
e me submete os meus adversários.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva maravilhosamente seu servo
e usa de misericórdia com seu ungido.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[LC 14: 16-24]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, o Senhor disse esta parábola: "Um homem dava um grande jantar e convidou a muitos. A hora do jantar, enviou seu servo para dizer aos convidados: 'Vinde, já está tudo pronto'. Mas todos, unânimes, começaram a se desculpar. O primeiro disse-lhe: 'Comprei um terreno e preciso vê-lo; peço-te que me dês por escusado'. Outro disse: 'Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me dês por escusado'. E outro disse: 'Casei-me, e por essa razão não posso ir’. Voltando, o servo relatou tudo ao seu senhor. Indignado, o dono da casa disse ao seu servo: 'Vai depressa pelas praças e ruas da cidade, e introduz aqui os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos'. Disse-lhe o servo: 'Senhor, o que mandaste já foi feito, e ainda há lugar '. O senhor disse então ao servo: 'Vai pelos caminhos e trilhas" e obriga as pessoas a entrarem, para que a minha casa fique repleta. Pois eu vos digo que nenhum daqueles que haviam sido convidados provará o meu jantar'".

 

Parábola do «Grande Banquete»

esta parábola, Jesus dá aos críticos e inimigos de sua conduta, a razão de sua predileção pelos pobres e marginalizados de seu tempo. O Reino de Deus é comparado ao banquete que um rei celebra por ocasião das bodas de seu filho. Para esta festa são convidadas pessoas importantes que fazem parte do primeiro escalão da sociedade. Por razões diversas se escusam de comparecer e tomar parte na festa, menosprezando um convite tão seletivo. O rei então, estende seu convite a todos que por ali passam ocasionalmente. Assim, a sala onde se realiza a festa, em pouco tempo, fica ocupada pelos que pertencem às classes mais inferior da sociedade: pobres, aleijados, coxos, viúvas, desempregados, entre outros. O anfitrião entra na sala e apresenta seu Filho aos que ali se encontram.

Jesus

Deus é este Anfitrião que chama a todos para participar das bodas de seu Filho com a natureza humana, iniciada com a sua Encarnação e consumada com a sua Ressurreição. É Ele o Rei que apresenta ao mundo o seu Filho Unigênito, o Esposo da Nova Aliança, o Esposo da Igreja anunciado pelos Profetas mas, rejeitado pelos "primeiros convidados". O convite à salvação assume, nesta analogia, uma fisionomia nova, a nupcial: o rei é Deus; o banquete é a Salvação que seu Filho, Deus feito homem, nos trouxe; os servos são os Profetas e os Apóstolos; os convidados que rejeitaram o convite são aqueles que, não acolhendo a mensagem do Reino, crucifixaram o Senhor. Finalmente, os que foram arrebanhados para a festa, nas ruas e encruzilhadas, são todos os destinatários da Boa-Nova, os pobres, os marginalizados, os rejeitados etc.

O Reino de Deus se abre a todos, bons e maus, pecadores e santos, gentios e pagãos, puros e impuros. O banquete de bodas é, portanto, o sinal do amor gratuito de Deus ao homem. Os que rejeitam este convite fecham-se ao amor misericordioso de Deus. É a atitude dos que pensam não necessitar da salvação.

O banquete está pronto. Encarnou-se o Filho de Deus e se oferece em sacrifício perpetuamente, em cada celebração litúrgica, pela salvação da humanidade. Eis porque Deus continua renovando o seu convite: “Ide pelas encruzilhadas dos caminhos e a todos que encontrardes, convidai-os para as bodas”. A sala da festa está cheia: bons e maus ali se encontram. É a imagem da Igreja aberta a todos.

A Eucaristia é o grande sinal do banquete do Reino que antecipa o eterno festim messiânico. Somos felizes, pois somos convidados para as bodas do Cordeiro. (cf Ap.19,9) Agora, pertencemos à Nova Jerusalém, a Jerusalém celeste.

Lamentavelmente, muitos ainda são os que continuam a recusar tal convite com as justificativas mais diversas. E, recusar o convite divino é fechar-se à Graça, é escusar-se de participar do banquete do amor e da fraternidade. O banquete não é exclusivo, mas é para todos os irmãos e, por isso, é festa.

São João Crisóstomo, na sua Homilia da noite da santa Ressurreição, presenteia-nos com uma das mais belas formulações do convite para o banquete celestial:

«[...] Entrai, pois, todos no gozo de nosso Senhor; primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; vós que jejuastes e vós que não jejuastes, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta, saciai-vos à vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; tomai todos parte no banquete da fé; participai todos da abundância da graça; que ninguém se queixe de fome, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do túmulo; que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos».

Hoje é um dia feliz para nós que escutamos o convite que brota deste Evangelho. Deus nos chama a todos para a festa de seu Filho. Vamos à Igreja com os irmãos celebrar a vitória da Cruz sobre a morte. Acolhamos ao convite do Rei que nos chama a tomar lugar no banquete de seu Filho. Vinde, exultemos de alegria no Senhor!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

KONINGS, J. Espírito e Mensagem da Liturgia. Petrópolis: Ed. Vozes.

CARVAJAL, F. F. Falar com Deus. São Paulo: Ed. Quadrante.

«Parábola das Bodas»

esta parábola, Cristo trata da transferência do Reino de Deus do povo judeu a outros povos, na qual, os "convidados" representam o povo judeu, e os servos — os apóstolos e pregadores da fé cristã. Da mesma maneira que os "convidados" não quiseram entrar no Reino de Deus, a propagação da fé fora transferida "na encruzilhada" — a outros povos. Possivelmente, alguns destes povos não possuíam qualidades religiosas tão elevadas, contudo, manifestaram grande devoção nos serviços a Deus.

«O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; e enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir. Depois enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico. E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícias disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide pois às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo p elos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com vestido de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? E ele emudeceu. Disse então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos» (Mt. 22:2-14).

No contexto de tudo o que foi dito, e das duas parábolas anteriores, esta parábola não exige explicações especiais. Como sabemos a partir da história, o Reino de Deus (Igreja) passou dos judeus aos povos pagãos, difundiu-se com êxito entre os povos do antigo império Romano, e iluminou-se na plêiade infinita dos fiéis a Deus.

O final da parábola dos convidados para as bodas, onde menciona-se o homem que não estava trajado com vestido de núpcias, parece um pouco obscuro. Para compreender esta passagem, deve-se conhecer os hábitos daquela época. Naqueles tempos, os reis, ao convidarem pessoas a uma festa, por exemplo, para uma festa de casamento de um filho do rei, ofertavam-lhes vestes próprias para que todos estivessem trajados de maneira limpa e bela durante o festejo. Mas, de acordo com a parábola, um dos convidados rejeitou o traje real, dando preferência às próprias vestes. Conforme se observa, ele fez isto por orgulho, considerando suas roupas melhores que as reais. Ao rejeitar as vestes reais, ele conturbou o bom andamento da festa e magoou o rei. Devido ao seu orgulho, foi enxotado da festa para as "trevas externas." Nas Escrituras Sagradas, as vestes simbolizavam o estado da consciência. Roupas claras, brancas, simbolizam a pureza e retidão da alma, que são ofertadas como dádivas de Deus, por Sua misericórdia. O homem que rejeitou as vestes reais representa os cristãos orgulhosos que rejeitam a bem-aventurança e a consagração de Deus, ofertadas nos mistérios bem-aventurados da Igreja. A estes "fiéis" jactanciosos podemos comparar os modernos sectários que rejeitam a confissão, a comunhão, e outros meios bem-aventurados oferecidos por Cristo para a salvação das pessoas. Considerando-se santos, os sectários depreciam a importância da quaresma cristã, do celibato voluntário, da vida monástica etc. , apesar das Sagradas Escrituras ressaltarem estes feitos. Estes fiéis imaginários, como escrevia o Apóstolo Paulo, "tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Tim. 3:5). Pois a força da piedade não está no exterior, e sim nos feitos pessoais.

Voltar à página anterior Topo da página  
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Canto Bizantino • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas