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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 1º de Setembro de 2019:
 
 
 

«INDICÇÃO - Novo Ano Eclesiástico»

(11º Domingo depois de Pentecostes - Modo 2)

Memória de São Simeão Estilita († 459).

Matinas

Evangelho

[Jo 21: 14-25]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, Foi esta a terceira vez que Jesus se manifestou aos discípulos, depois de ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, Jesus disse a Simão Pedro: "Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?" Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta meus cordeiros". Segunda vez disse-lhe: "Simão, filho de João, tu me amas?" -"Sim, Senhor", disse ele, "tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta minhas ovelhas". Pela terceira vez lhe disse: "Simão, filho de João, tu me amas?" Entristeceu-se" Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara: "Tu me amas?" e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta minhas ovelhas. Em verdade, em verdade, te digo: quando eras jovem, tu te cingias e andavas por onde querias; quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te conduzirá aonde não queres". Disse isso para indicar com que espécie de morte Pedro daria glória a Deus. Tendo falado assim, disse-lhe: "Segue-me". Pedro, voltando-se, viu que o seguia o discípulo que Jesus amava, aquele que, na Ceia, se reclinara sobre seu peito e perguntara: "Senhor, quem é que te vai entregar?"1Pedro, vendo-o, disse a Jesus: "Senhor, e ele?" Jesus lhe disse: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me". Divulgou-se, então, entre os irmãos, a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse que ele não morreria, mas: "Se quero que ele permaneça até que eu venha". Este é o e discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu: e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém: muitas outras coisas que Jesus fez. Se fossem escritas uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam.

Apolitikion da Ressurreição

Quando desceste à morte, ó Vida imortal, 
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade; 
e, quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra, 
todas as Potências Celestes exclamaram: 
ó Cristo, nosso Deus, ó Autor da vida, glória a Ti!

Apolitikion da Festa

Criador de todo o universo
Tu que fixas os tempos e as estações por tua própria autoridade:
abençoa o início do ano com a tua bondade, ó Senhor,
guardando os nossos governantes e a nossa nação em paz.
Pelas intercessões da Mãe de Deus, salva-nos!

Hino a Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon

Nosso Senhor é grande e onipotente,
e sua inteligência é incalculável. (Sl 147,5)

Louvai ao Senhor,
pois é bom cantar ao nosso Deus.

Epístola

[1Tm 2: 1-7]

Primeira Epístola do Santo Apóstolo Paulo a Timóteo.

rmãos, Recomendo, pois, antes de tudo, que se façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens, pelos reis e todos os que detêm a autoridade, a fim de que levemos uma vida calma, serena, com toda piedade e dignidade. Eis o que é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos. Este é o testemunho dado nos tempos estabelecidos e para o qual fui designado pregador e apóstolo - digo a verdade, - não minto - doutor das ações na fé e na verdade.

Aleluia

A ti convém o louvor em Sião, ó Deus;
e a ti se cumpre o voto. (Sl 65, 2)

Nós nos saciamos com os bens da tua casa. (Sl 65, 5b)

Evangelho

[Lc 4: 16-22]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde fora criado, e, segundo seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; desenrolou-o, encontrando o lugar onde está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou pela unção para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor». Enrolou o livro, entregou-o ao servente e sentou-se. Todos na sinagoga olhavam-no, atentos. Então começou a dizer-lhes: «Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura». Todos testemunhavam a seu respeito, e admiravam-se das palavras cheias de graça que saíam de sua boca. E diziam: «Não é este o filho de José?»

Kinonikon

Caminharemos, Senhor,
na luz da glória de tua face pelos séculos.

Aleluia, aleluia, aleluia!

 

Indicção do Novo Ano Eclesiástico

Tradução: Igúmeno Lucas

Pequena pesquisa baseada em textos de «Synaxaire Orthodoxe e Calendrier des Scooters Orthodoxes en France» - Tradução do Monastério dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (Herzegovina).

Igreja de Cristo celebra neste dia a Indicção que, cuja terminologia romana significa limite, o que quer dizer o inicio do ano eclesiástico. Este termo vem da prática de que os imperadores romanos faziam cobrar, a cada ano, nesta época, um imposto sobre os seus súditos para a manutenção da armada. A taxa deste imposto anual era fixada a cada (todos os) 15 anos. E por isso que, igualmente, chamamos indiccão os ciclos de 15 anos que começam sob César Augusto, 3 anos antes do nascimento de Cristo segundo a carne.

De outra parte, o mês de setembro é a época onde regressam os frutos das colheitas nos celeiros, preparando-se ao novo ciclo agrícola e dando graças a Deus pela sua benignidade para com a Criação. Faziam já assim os judeus sob o regime da antiga Lei. O primeiro dia de seu sétimo mês (inicio de Setembro), eles celebravam a Festa das Trombetas, cessando todo trabalho a fim de se consagrarem somente a oferenda de sacrifícios de agradável aroma e em louvor a Deus (Lv. 23, 24-25).

O Cristo, Filho e Verbo de Deus, Criador do tempo e do espaço, Rei pré-eterno de todos os séculos - que encarnou a fim de conduzir todas as coisas à unidade e reconciliar todos os homens, tanto judeus como pagãos em uma única Igreja - quis também unir nele mesmo as coisas submissas às leis naturais e aquilo que ele havia promulgado pela Lei escrita. E por isso, que neste dia, onde a natureza se prepara a desenrolar um novo ciclo de suas estações, nós comemoramos o episodio onde o Senhor Jesus Cristo dirige-se à Sinagoga e, abrindo o livro de Isaias, lê a passagem onde o Profeta diz em seu Nome: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor.» (Lc. 4,18-19).

Em primeiro de setembro de 312, Constantino I, o Grande, pôs fim as perseguições aos cristãos aos quais ele concede o direito de praticar livremente sua fé. Em comemoração deste acontecimento, o Primeiro Concílio dos Padres da Igreja, reunido em Nicéia em 325, decide tomar esta data como inicio do ano eclesiástico. Esta data foi assim adotada como marco do inicio do ano civil em todo o Império Romano. Quaisquer que tenham sido as modificações, desde então, a Igreja manteve sempre o Primeiro de Setembro como início do Ano Eclesiástico. O ano eclesiástico começa e termina com uma grande festa litúrgica dedicada a Virgem: sua Natividade, em 08 [21] de Setembro,e sua Dormição dia 15 [28] de Agosto, enquanto que as grandes festas do Senhor, que comemoram os grandes eventos de Sua vida terrena, compreendendo o Pentecostes, se inserem naturalmente entre os limites da existência terrestre de sua Mãe, testemunha de todos estes acontecimentos.

O dia do ano eclesiástico não interfere no curso do ciclo litúrgico anual, que tem início após Pentecostes, a partir do qual a alternação dos 8 tons - Oktoikos - (livro dos 8 tons) se sucedem até ate a Grande Quaresma seguinte, período no qual utilizamos o Triódion da Quaresma.


FONTE:

Boletim Interparoquial - Órgão Informativo da Diocese Ortodoxa do Rio de janeiro e Olinda-Recife,
sob a Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia.  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

 

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