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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas Domingo, 12 de janeiro de 2020:
 
 
 

Domingo após a Teofania

(30º depois de Pentecostes - Modo 1 Pl.)

Memória de Santa Tatiana de Roma, mártir (séc. III)

Matinas

Evangelho

[JO 20: 11-18]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, Maria estava junto ao sepulcro, de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para p interior do sepulcro e viu dois anjos, vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus fora colocado, um à cabeceira e outro aos pés. Disseram-lhe então: "Mulher, por que choras?" Ela lhes diz: "Porque levaram meu Senhor e não sei onde o puseram!" Dizendo isso, voltou-se e viu Jesus de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus lhe diz: "Mulher, por que choras? A quem procuras?" Pensando ser o jardineiro, ela lhe diz: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar!" Diz-lhe Jesus: "Maria!" Voltando-se," ela lhe diz em hebraico: "Rabbuni!" que quer dizer: "Mestre". Jesus lhe diz: "Não me toques, pois ainda não subi ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos, e dize-lhes: Subo a meu Pai e vosso Pai; a meu Deus e vosso Deus". Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Vi o Senhor", e as coisas que ele lhe disse.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Glorifiquemos fiéis e adoremos o Verbo
eterno com o Pai e o Espírito Santo,
nascido da Virgem para a nossa salvação;
pois, em sua carne, deixou-se suspender na cruz,
padecer a morte e ressuscitar dos mortos
pela sua gloriosa ressurreição.

(Em grego)

Τον συνάναρχον Λόγον Πατρί και Πνεύματι,
τον εκ παρθένου τεχθέντα εις σωτηρίαν ημών,
ανυμνήσωμεν πιστοί και προσκυνήσωμεν
ότι ηυδόκησε σαρκί,
ανελθείν εν τω Σταυρώ, και θάνατον υπομείναι,
και εγείραι τους τεθνεώτας, εν τη ενδόξω αναστάσει αυτού.

Apolitikion da Festa

Batizando-te no Rio Jordão, ó Senhor, manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou, chamando-Te «Filho amado»,
e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba, confirmou a exatidão desta palavra.
Ó Cristo Deus que vieste e iluminaste o mundo, Senhor, glória a Ti!

Kondakion da Festa (Modo 4)

Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança!
A ti Senhor, eu clamo,
Deus meu, presta ouvidos aos meus rogos

Prokimenon

Tu, Senhor, nos guardarás e nos preservarás
desta geração e para sempre!

Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu,
porque a verdade se extinguiu entre os filhos dos homens.

Epístola

[EF 4: 7-13]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos EFÉSIOS.

rmãos, a cada um de nós foi dada a graça pela medida do dom de Cristo, por isso é que se diz: «Tendo subido às alturas, levou cativo o cativeiro, concedeu dons aos homens». Que significa «subiu», senão que ele também desceu às profundezas da terra? O que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, a fim de plenificar todas as coisas. E ele é que «concedeu» a uns ser apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e doutores para aperfeiçoar os santos em vista do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo, até que alcancemos todos nós a unidade ela fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Assim, não seremos mais crianças, joguetes das ondas, agitados por todo vento ele doutrina, presos pela artimanha dos homens e da sua astúcia que nos induz ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresceremos em tudo em direção àquele que é a Cabeça, Cristo, cujo Corpo, em sua inteireza, bem ajustado e unido por meio de toda junta e ligadura, com a operação harmoniosa de cada urna das suas partes realiza o seu crescimento para sua própria edificação no amor.

Aleluia

Eu cantarei eternamente as tuas misericórdias, Senhor;
anunciarei a tua verdade de geração em geração.

Pois disseste: «A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno
e nos céus a tua verdade será solidamente estabelecida».

Evangelho

[MT 4: 12-17]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, ao ouvir que João havia sido preso, Jesus voltou para a Galileia e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, à beira-mar, nos confins de Zabulon e Neftali, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: «Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galileia das nações! O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; aos que jaziam na região sombria da morte, surgiu uma luz». A partir desse momento, começou Jesus a pregar e a dizer: «Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus».

 

Kinonikon (Modo 2 Plagal)

Manifestou-se a Graça de Deus que a todos salva!
Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.:

  • Na Bênção Final acrescenta: Que aquele que quis ser batizado por João, no Jordão, para nossa salvação, o Cristo... ;
  • Encerramento da Festa no dia 14.

A Teofania de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

ão Paulo escreve à Comunidade de Éfeso, instruindo-a que a Igreja se edifica pela variedade dos dons e pela participação de cada fiel na vitalidade do único Corpo de Cristo. Tais dons são recebidos no Batismo e colocados ao serviço de toda a Igreja. Põe em relevo a origem única e generosa do dom concedido a cada um. É uma afirmação da fé em Cristo, Principio e Fim de tudo.

A Fonte dos dons eclesiais é o Cristo Glorioso, O que está sentado à direita do Pai. Esclarece depois a função e o objetivo dos dons que se concretizam nos ministérios. O objetivo essencial das diversas funções é favorecer o Corpo de Cristo na Unidade e na Caridade.

No Domingo após a Epifania do Senhor, tendo celebrado o seu santo Batismo, o evangelista Mateus nos narra os episódios que sucederam o período de quarenta dias no deserto:

«Em seguida o Espírito impeliu Jesus para o deserto. Jesus ficou no deserto durante quarenta dias, e ai era tentado por Satanás. Jesus vivia entre os animais selvagens e os anjos O serviam» (Mc 1, 12-13).

O Senhor, após seu Batismo no Rio Jordão, é guiado pelo Espírito ao deserto e lá confronta-se com as provações. Jesus venceu todas as tentações.

O início de sua pregação aconteceu após a prisão de João, o Precursor, daquele que veio preparar sua vinda.

«Depois que João Batista foi preso, Jesus voltou para a Galiléia, pregando a Boa Notícia de Deus: 'O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo: convertam-se e creiam no Evangelho» (Mc 1, 14-15).

E começa dizendo que o tempo da espera tinha chegado ao fim: "o tempo já se cumpriu". João Batista anunciava por sua pregação o caminho de preparação para a vinda do Messias. Jesus, porém, não anunciou sua chegada, mas que o Reino de Deus já estava no meio deles. Sua pregação não era em torno de sua própria Pessoa. Ele não chamava atenção sobre Si mesmo; mas anunciava que o tempo da libertação definitiva já havia chegado.

A breve mensagem de Jesus soava como a do Batista. Só que Jesus a personificou e, o arrependimento que pedia era para receber o Evangelho. O Reino de Deus se fez, portanto, presente e atuante na pessoa de Jesus. Como o Batista, Jesus também exigia conversão: "convertam-se". Mas não era mais uma conversão na expectativa da vinda do Filho de Deus. A conversão acontecia porque o Senhor do Céu e da Terra, o Filho Unigênito de Deus já estava entre os homens.

A missão do Senhor, portanto, teve inicio após estes dois grandes acontecimentos: o Batismo e o tempo de oração no deserto. Das águas vivificantes do Jordão e da aridez do deserto nasceram o impulso do anúncio do Reino de Deus.

Assim como o Batismo do Senhor O levou à Missão Evangelizadora, também nosso Batismo deve frutificar em momentos de graça. O Batismo nos convida à oração e à meditação; nos convida ao deserto onde podemos fazer a experiência do encontro pessoal com Deus. Depois, iluminados e revestidos da Graça, poderemos partir para a missão e pregar «aquilo que vimos, ouvimos e sentimos» (São Paulo).

Após a Epifania, os evangelhos não mencionam mais nenhum batismo até a Ressurreição do Senhor, quando os discípulos receberam d'Ele a ordem de batizar a todos.

O acontecimento no Jordão e o início de sua pregação na Galiléia revestem-se de especial relevância, bem maior que a de simples dados biográficos ou históricos. Eles revelam de fato, quem é Jesus na História da Salvação. Tanto nos Evangelhos como nos Atos dos Apóstolos, o Batismo do Senhor é visto como ponto de partida do Mistério da Salvação e da Redenção do mundo.

Para São Clemente de Alexandria (+215) «O Batismo é iluminação, regeneração, banho e, através dele, nos tornamos filhos de Deus, recebendo a imortalidade.» Deus nos fez para a vida e não para a morte. Deus nos fez para a Luz e não para as trevas. Uma vez iluminados e viventes, nosso compromisso é nos conformar gradativamente a Cristo, vivendo sob a luz de seus ensinamentos: amando, perdoando e proclamando sem cessar a todos a Boa-Nova da Salvação que Ele nos trouxe.

Santo Irineu († 202) defendeu em seus escritos o batismo administrado às crianças e não somente aos adultos «para que a Graça Divina - diz ele - seja dada a todos desde cedo, para que sua missão comece igualmente cedo.»

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

GOEDERT, Valter. Teologia do Batismo. São Paulo - Ed. Paulinas - 1987

BALANCIN, Euclides Martins. Como ler o Evangelho de Marcos. São Paulo - Ed. Paulus - 2000

FABRIS, Rinaldo. Cartas de São Paulo - São Paulo. Ed. Loyola - 1996

 

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