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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 15 de Setembro de 2019:
 
 
 

«Domingo depois da Festa da Exaltação
da Santa, Venerável e Vivificante Cruz»

(13º depois de Pentecostes – Modo 4)

Memória de São Nicetas, o Grande Mártir († c. 372)

Matinas

Evangelho

[MC 16: 1-8]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, passado o sábado, Maria de Magdala e Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ir ungir o corpo! De madrugada, no primeiro dia da semana, elas foram ao túmulo ao nascer do sol. E diziam entre si: "Quem rolará a pedra da entrada do túmulo para nós?" E erguendo os olhos, viram que a pedra já fora removida. Ora, a pedra era muito grande. Tendo entrado no túmulo, elas viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca, e ficaram cheias de espanto. Ele, porém, lhes disse: "Não vos espanteis! Procurais Jesus de Nazaré, o Crucificado. Ressuscitou, não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. Mas ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galileia. Lá o vereis, como vos tinha dito." Elas saíram e fugiram do túmulo, pois um temor e um estupor se apossaram delas. E nada contaram a ninguém, pois tinham medo.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 4)

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da ressurreição,
que da antiga condenação nos libertou,
as discípulas do Senhor disseram envaidecidas aos apóstolos:
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou,
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Trisagion

Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos
e glorificamos a tua santa Ressurreição (3 x).

Glória ao Pai...

E glorificamos a tua santa Ressurreição.

Diante da tua Cruz, ó Mestre...

Prokímenon (Modo 4)

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[GL 2: 16-20]

Epístola do Santo Apóstolo Paulo aos Gálatas.

rmãos, sabendo que o homem não se justifica pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém será justificado. E se, procurando ser justificados em Cristo, nós também nos revelamos pecadores, não seria então Cristo ministro do pecado? De modo algum! Se volto a edificar o que destruí, então sim eu me demonstro transgressor. De fato, pela Lei morri para a Lei a fim de viver para Deus. Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus que me amou e se entregou a si mesmo por mim. Não invalido a graça de Deus; porque, se é pela Lei que vem a justiça, então Cristo morreu em vão.

Aleluia (Modo 4)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[MC 8: 34-38; 9:1]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, chamando a multidão, juntamente com seus discípulos, disse-lhes o Senhor: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar sua vida, a perderá; mas, o que perder sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará. Com efeito, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida? Pois, que daria o homem em troca da sua vida? De fato, aquele que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos". E dizia ainda: "Em verdade vos digo que estão aqui presentes alguns que não provarão a morte até que vejam o Reino de Deus chegando com poder".

Hirmós:

Ó Mãe de Deus, tu és o paraíso místico,
pois sem ser cultivada, produziste Cristo,
que plantou a árvore da Cruz.
Por isso, agora O adoramos crucificado
e a ti exaltamos.

Kinonikón

Gravada está sobre nós, Senhor, a luz da tua face.

Aleluia, aleluia, aleluia!

Encerramento da festa no dia 21.

Notas Homiléticas:

crucifixão era uma forma de pena oriental que foi introduzida no Ocidente pelos persas. Foi pouco usada pelos gregos, mas muito utilizada pelos cartagineses e romanos.

Na literatura romana, a crucifixão é descrita como punição cruel e temida, não sendo aplicada aos cidadãos romanos, mas apenas aos escravos e aos não-romanos que houvessem cometido crimes atrozes, como assassinato, furto grave, traição e rebelião. Seguindo a forma romana de crucifixão Jesus provavelmente carregou somente a parte transversal da cruz, pois a parte vertical era deixada no local da execução à espera do condenado. Os braços eram inicialmente amarrados e somente ao chegar no local eram pregados ao madeiro. Acontecia o mesmo procedimento com as pernas e pés.

A vítima era suspensa pouco mais de um metro do chão para que as pessoas pudessem dar de beber uma mistura de água e fel ou vinagre para ser mantida o tempo inteiro consciente, sem haver possibilidade de desmaios (Mt 27,48). Os romanos crucificavam os criminosos inteiramente nus e não há motivo para se pensar que tenha sido feita alguma exceção para Jesus. As vestes do crucificado eram entregues aos soldados para serem divididas. As vestes de Jesus não foram divididas mas sorteadas pois era de tecido fino e sem costuras. Tal indumentária e feitio não poderiam ser destruídas, por isso preferiu-se lançar sorte. (Mt 27,35ss).

Uma inscrição com o nome do criminoso e a natureza do seu crime era feita sobre uma tabuinha, que o condenado levava pendurado no pescoço até o local da execução; essa tabuinha foi afixada acima da cabeça de Jesus na cruz. Por ironia de Pilatos, a inscrição de Jesus não indicava um crime, mas registrava simplesmente a expressão "rei dos judeus" (Mt 27,37). A inscrição era feita em três línguas: aramaico, o dialeto local; o grego, a língua do mundo romano e o latim, a língua oficial da administração romana.

A morte de Jesus foi muito rápida. Ele ficou suspenso à cruz algumas horas. Geralmente a morte dos condenados à cruz se dava depois de alguns dias após pregado. Este foi o caso dos dois ladrões que ladeavam Jesus: foram- lhe quebradas as pernas para que o fim fosse apressado pois a Páscoa judaica se aproximava (Jo 19,32ss).

No Novo Testamento, o simbolismo teológico da Cruz só aparece em uma afirmação do próprio Senhor e nos escritos de São Paulo. Jesus disse que aqueles que o seguem devem tomar a sua própria Cruz, perdendo assim a vida, para depois conquistá-la (Mt 10,38). Não se trata apenas de alusão à sua própria morte, mas também da afirmação de que seu seguimento exige a negação de si mesmo ( Mc 8,34), o total desprezo pela própria vida, pelo bem-estar, pelas posses pessoais, a tudo aquilo a que se deve renunciar para seguir Jesus.

Paulo pregava o Cristo crucificado, embora isto fosse escândalo para os hebreus e loucura para os gentios (1Cor 1,23). A linguagem da Cruz é absurda para aqueles que, sem ela, se perdem; entretanto é poder de Deus para aqueles que se salvam (1Cor 1, 18).

Ao encerrarmos a Festa da Exaltação da Santa Cruz, cabe-nos dar à Cruz seu devido valor. O sofrimento nos dá a possibilidade da redenção. Reclamar dele nos atesta que ainda precisamos crescer espiritualmente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

MCKENZIE, John L. Dicionário Bíblico. São Paulo: Ed Paulinas, 1983.

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