São Poemen, o Grande, respondendo à pergunta «O que é a fé?», disse que a fé consiste em permanecer na humildade e praticar a misericórdia; isto é, fazer-nos humildes perante todos e perdoar-lhes todas as descortesias e ofensas, todos os seus pecados.

Como os tolos zelotes fingem que a fé é a causa fundamental de seu zelo, que eles saibam que a verdadeira fé, e conseqüentemente também o verdadeiro zelo se expressam na humildade perante o próximo e na piedade para com ele. Deixemos o trabalho de julgar e condenar as pessoas para àqueles sobre cujos ombros recaiu o dever de julgar e governar seus irmãos.

«Aquele que é movido pelo falso zelo», diz Santo Isaac, o Sírio, “sofre de uma grave doença». «Ó homem, tu que pensas que podes usar teu zelo contra as debilidades dos outros, tu renunciastes à saúde de tua própria alma! Melhor teria sido dedicardes teus cuidados à cura de ti mesmo; e se queres curar os doentes, saiba que os doentes necessitam de cuidados e não de reprimendas. Mas tu, ao invés de ajudar os outros, atiras-te na mesma enfermidade dolorosa. Este zelo não é tido como forma de sabedoria, mas é uma das doenças da alma, e um sintoma de pequenez da mente e de extrema arrogância. O início da sabedoria divina é a quietude e a doçura, que são o estado mental básico próprio das almas grandes e fortes e que suporta as fraquezas humanas. Vós que sois fortes devem suportar as fraquezas dos fracos (Rom. 15:1), dizem as Escrituras».

E novamente: «Restaure um pecador no espírito da doçura e da gentileza» (Gal. 6:1). O Apóstolo considera a paz e a paciência (Gal. 5:22) como alguns dos frutos do Espírito Santo.

 
 

Não há comentários

Seja o primeiro a deixar um comentário.

Post a Comment


 
 
 

Pesquisar neste site

Web manager