Os judeus diziam: «Os nossos pais comeram no maná no deserto». E o Salvador podia ter-lhes respondido: «Eu fiz um milagre maior que o de Moisés: Eu não preciso de vara nem de orações (cf Ex 9,23; 17,9s); fiz tudo isto por Mim próprio, pela minha própria autoridade. Vós recordais o prodígio do maná, mas Eu dei-vos pão em abundância». Porém, ainda não chegara o momento de falar desse modo. Jesus só tinha uma coisa em mente: atraí-los a Si, para que eles Lhe pedissem um alimento espiritual […]: «Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu» […].

Jesus Cristo chama verdadeiro pão a este pão que o Pai dá. Não é que o milagre do maná fosse falso; mas o maná era uma prefiguração de um pão superior e mais maravilhoso […]: «O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo», ao mundo inteiro e não somente aos judeus. Este pão não é apenas um alimento, é uma vida, uma vida diferente desta, uma vida completamente outra: este pão dá a vida verdadeira. […] O próprio Jesus é este pão, porque é o Verbo, a Palavra de Deus, da mesma maneira que, nas nossas igrejas, Ele Se torna o pão do céu pela descida do Espírito Santo.


São João Crisóstomo (c. 345-407),
Homilias sobre o Evangelho de João, n.º 45
Fonte: Evangelho Cotidiano

 
 

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