O Senhor Deus entregou o seu próprio Filho à morte de cruz pelo seu ardente amor pela criação. Não o fez porque não pudesse resgatar-nos de outro modo, mas porque quis manifestar dessa maneira o seu amor transbordante, para nosso ensinamento. Pela morte do seu Filho Unigênito, aproximou-nos dele. Se tivesse outra coisa mais preciosa, ter-no-la-ia dado, a fim de Lhe pertencermos plenamente.

Pelo seu grande amor por nós, não se compraz em violentar a nossa liberdade, embora tenha a possibilidade de o fazer, mas preferiu que chegássemos a Ele pelo amor àquilo que podíamos compreender.

Pelo seu grande amor por nós e por obediência a seu Pai, Cristo aceitou alegremente os insultos e as dores. Do mesmo modo, quando os santos se tornam perfeitos, alcançam uma perfeição semelhante a essa: ao derramarem abundantemente o seu amor e e a sua compaixão sobre todos os homens, tornam-se semelhantes a Deus.


Isaac o Sírio (século VII)
Sermões, 1.ª série, 71-74
Fonte: Evangelho Cotidiano

 
 

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