Deus misericordioso,
muito compassivo, amigo dos homens (Sab 1,6) […],
quando Tu falas, nada é impossível,
mesmo o que parece impossível ao nosso espírito:
és Tu que dás um fruto saboroso
em troca dos duros espinhos da nossa vida […].

Senhor Cristo, sopro da nossa vida (Lam 4,20)
e esplendor da nossa beleza […],
luz e dador da luz,
Tu não encontras prazer no mal,
não queres a perdição de ninguém,
não desejas nunca a morte (Ez 18,32).
Não és abalado pela perturbação,
nem estás sujeito à cólera;
não és intermitente no teu amor,
nem modificas a tua compaixão;
jamais alteras a tua bondade.
Não voltas as costas,
não desvias a face,
mas és totalmente luz e vontade de salvação.
Quando queres perdoar, perdoas;
quando queres curar, és poderoso;
quando queres vivificar, és capaz;
quando concedes a tua graça, és generoso;
quando queres devolver a saúde, és prodigioso […].
Quando queres renovar, és criador;
quando queres ressuscitar, és Deus […].
Quando, antes mesmo de nós To pedirmos,
queres estender a tua mão,
não faltas com nada […].
Se me queres fortalecer,
a mim que sou inseguro, és rochedo;
se queres dar-me de beber,
a mim que estou sequioso, és fonte;
se queres revelar o que está escondido, és luz […].

Tu, que para minha salvação, combateste com coragem […],
tomaste sobre o teu corpo inocente todo o sofrimento das punições que merecíamos,
a fim de, ao tornares-Te exemplo,
manifestares em ato a compaixão que tens por nós.


Fonte: Evangelho Cotidiano
São Gregório de Narek (c. 944-c. 1010), monge, poeta armênio
Livro de Orações, n.º 66

 
 

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