A luz do sol, vista com os olhos do nosso corpo, anuncia o sol espiritual, «o Sol de justiça» (Ml 3,20). Foi realmente o sol mais suave que Se levantou para os que, naquele tempo, tiveram a felicidade de ser Seus discípulos, e de O olhar com os seus próprios olhos enquanto partilhou da vida dos homens como se fosse um homem comum. E, no entanto, era também por natureza Deus verdadeiro; foi por isso que pôde dar a vista aos cegos, fazer andar os coxos e fazer ouvir os surdos; Ele curou os leprosos e, com uma só palavra, trouxe os mortos à vida. E, ainda agora, não há nada verdadeiramente mais suave que fixar n’Ele os olhos do espírito, para contemplar e entender a Sua inexprimível e divina beleza; não há nada mais doce que ser iluminado e embelezado por esta participação e esta comunhão na luz, ter o coração apaziguado, a alma santificada, e ser preenchido por uma alegria divina todos os dias da vida presente. […] Em verdade, este Sol de justiça é, para os que O olham, o dador da alegria, de acordo com esta profecia de David: «Os justos alegram-se e rejubilam diante de Deus, exultam de alegria!» E ainda: «Exultai, ó justos, no Senhor; louvai-O, rectos de coração» (Sl 67, 4; 33, 1).

São Gregório de Agrigento (c. 559-c. 594), bispo
Comentário sobre o Eclesiástico, 10, 2 (a partir da trad. breviário))
Fonte:
Evangelho Cotidiano

 

Tags: , , , , ,

 

No comments

Be the first one to leave a comment.

Post a Comment


 
 
 

Pesquisar neste site

Web manager